Bilionário vê fim de correlação com ações, mas é pessimista sobre bitcoin

Mike Novogratz, CEO e gestor da Galaxy Investment Partners diz que correlação entre cripto e ações tende a diminuir e fez alerta ainvestidores: "Tem mais dor por vir"
Os ativos digitais têm sofrido verdadeiros testes de resistência nas últimas semanas (Michael Nagle/Bloomberg via/Getty Images)
Os ativos digitais têm sofrido verdadeiros testes de resistência nas últimas semanas (Michael Nagle/Bloomberg via/Getty Images)
Por Gabriel MarquesPublicado em 09/05/2022 17:25 | Última atualização em 09/05/2022 17:25Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Em um dia difícil para os mercados de risco, em específico para as criptomoedas, que perdem mais de 11% de seu valor total de mercado, Mike Novogratz, CEO da Galaxy Investment Partners, afirmou que a correlação entre o preço dos ativos digitais e de ações da índice Nasdaq, focado em empresas de tecnologia, deve diminuir em breve.

Atualmente, o mercado cripto tem acompanhado os movimentos do mercado de ações, mas, para Novogratz, ao mesmo tempo em que isso está para mudar, “mais dor está por vir” para o setor de ativos digitais, sugerindo que a queda desta segunda-feira é apenas o início de um movimento de queda mais longo e intenso.

Em entrevista à CNBC, o gestor bilionário disse: “Cripto é muito correlacionado com a Nasdaq, e na minha opinião essa correlação vai acabar. Já vimos os primeiros estágios disso – Nasdaq cai 3% e cripto cai 9%, mas eu acho que tem mais dor por vir”, respondendo a pergunta de onde estaria o bitcoin daqui a quatro anos e se essa seria uma das maiores oportunidades de compra dos últimos anos.

(Mynt/Divulgação)

De acordo com Novogratz, ao contrário da queda ocorrida no início da pandemia da Covid-19, não existe uma grande injeção de dinheiro para sustentar uma recuperação em "V". “Vamos continuar assim até uma nova história aparecer, para depois cairmos de novo. Meu instinto é que existe mais estrago a ser feito”, finalizou o megainvestidor.

Os ativos digitais têm sofrido verdadeiros testes de resistência nas últimas semanas, em especial depois da superquarta ocorrida na semana passada, ocasião na qual o Fed anunciou um aumento de 0,50 pontos na taxa de juros norte-americana. O bitcoin, a maior criptomoeda do mundo em valor de mercado, por exemplo, enfrenta sua sétima semana seguida de queda, feito que não era visto nos últimos 8 anos.

A Nasdaq sofre com os resultados desapontantes de empresas como Amazon e Tesla - que ficaram abaixo das expectativas de analistas – caindo mais que 12% nos últimos 7 dias e 26% no último mês.

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