BC irá debater integração do Real Digital com smart contracts e DeFi

O Banco Central do Brasil anunciou que vai debater as possibilidades de integração do Real Digital com o universo dos contratos inteligentes e das finanças descentralizadas (DeFi)

O Banco Central do Brasil (BC) anunciou que vai debater na próxima quinta-feira, 30, das 11h às 12h, as possibilidades de integração do Real Digital, a CBDC do Brasil, com o universo dos contratos inteligentes e das finanças descentralizadas (DeFi).

Para isso o BC anunciou a realização do  o webinar “Smart contracts, IoT e dinheiro programável”. Será o quarto de sete encontros da série “O Real Digital” programados até novembro, com transmissão pelo Canal do BC no YouTube.

"Neste webinar, os painelistas discutirão os potenciais, a viabilidade e as possíveis metodologias de integração de soluções de programabilidade no real digital, bem como soluções alternativas de fomento à inovação", destacou o BC.

Participam da mesa redonda Shailee Adinolfi, Diretora de Contas e Vendas Estratégicas da Consensys, principal empresa no desenvolvimento de aplicações e soluções para o Ethereum e foi fundada por Joseph Lubin, co-fundador do Ethereum.

Além do representante da Consensys, também estão confirmados: Luís Kondic, Diretor de Produtos Listados e Dados da B3; e Marcos Viriato, CEO da Parfin. A moderação do painel ficará a cargo de Mardilson Queiroz, consultor do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central do Brasil.

Real digital e Open Banking

Recentemente o economista e responsável pelo projeto do Real Digital dentro do BC, Fabio Araujo, revelou que o BC já vem pensando no Real Digital como uma espécie de token nativo de um grande ecossistema de informação e tecnologia financeira que foi inaugurado com o Pix, que terá seu crescimento com o Open Banking e verá sua maturidade com o lançamento da CBDC brasileira.
"O Open Banking vai criar um ecossistema de ciclo de informação maior entre os participantes do sistema financeiro nacional e criar novos serviços no qual o Real Digital seria o token de liquidez destes novos serviços financeiros digitais que podem surgir a partir do Open Banking", revelou.
Segundo o BC o Open Banking será a chave para uma nova economia de dados e por isso é tão fundamental para a implantação do Real Digital. Nesta linha o CEO da Brasil Bitcoin, Marco Castellari, também acredita que o sistema será uma mudança de paradigma para o Brasil.
"O Open Banking será muito importante para as criptomoedas, principalmente as corretoras, que fazem a ponte entre o mercado financeiro tradicional e o de criptoativos, já que poderão ser desenvolvidas novas funcionalidades junto aos bancos e poderemos conhecer melhor os nossos clientes, aumentando ainda mais a confiança com o usuário e podendo oferecer novos serviços."

Contratos Inteligentes

Com esta implantação do Open Banking o Banco Central visa lançar o Real Digital justamente para permitir a construção ou interligação do sistema financeiro nacional com as finanças descentralizadas (DeFi) e com os contratos inteligentes (smart contracts) que são, na sua opinião, as grandes contribuições do ecossistema do bitcoin e das criptomoedas. "Nós vemos este mercado de DeFi que está surgindo e que trás uma nova maneira de apresentar serviços financeiros que podem ser muito mais adequados para a população. Você tem uma facilidade de manipulação de contratos nesse ambiente que você não tem no ambiente bancário tradicional", disse. Portanto, segundo Araujo, embora as criptomoedas tenham seu caráter especulativo, as tecnologias que surgiram deste ecossistema vão ajudar a montar o sistema financeiro do futuro. "Desde que começou esta onda de criptoativos o Banco Central tem posicionado que os criptoativos estão fora do nosso escopo regulatório. Eles são, do nosso ponto de vista, um ativo de risco. Nós também já nos manifestamos favoráveis a tecnologias desse sistema como blockchain e smart contracts. E especialmente com o surgimento deste mercado DeFi e a intenção do Facebook de soltar uma moeda global. Isso mostra a intenção das pessoas de uma nova forma de serviço financeiro.

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