B3 vai negociar contratos futuros de bitcoin ainda em 2022, diz executivo

A B3, Bolsa de Valores do Brasil, confirmou que em no máximo 6 meses irá lançar seu primeiro produto oficial de negociações de bitcoin, na forma de contratos futuros
A B3 planeja outros produtos baseados em criptomoedas e blockchain para lançar em 2022 (Exame/Eduardo Frazão)
A B3 planeja outros produtos baseados em criptomoedas e blockchain para lançar em 2022 (Exame/Eduardo Frazão)
Por Cointelegraph BrasilPublicado em 16/05/2022 15:12 | Última atualização em 16/05/2022 15:12Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A B3, Bolsa de Valores do Brasil, confirmou que em no máximo 6 meses irá lançar seu primeiro produto oficial de negociações de bitcoin, o mercado futuro de bitcoin. A informação foi dada pelo executivo-chefe financeiro do grupo, André Milanez, durante uma teleconferência de apresentação de resultados do primeiro trimestre de 2022.

Milanez não forneceu muitos detalhes sobre as negociações mas afirmou que o produto será lançado em no máximo 6 meses.

"Planejamos lançar os futuros de bitcoin nos próximos três a seis meses", disse.

Em janeiro, Jochen Mielke de Lima, diretor de tecnologia da informação da B3, já havia dito que a Bolsa brasileira lançaria diversos produtos com exposição em criptomoedas em 2022, inclusive futuros de bitcoin e futuros de ether.

Na época o executivo destacou que desde 2016 a Bolsa brasileira olha com atenção para o mercado de criptomoedas do ponto de vista tecnológico. Porém em 2017 a companhia já havia dito que estudava um possível lançamento de um produto do tipo no país.

Segundo delcarou em janeiro a B3 só faltava fechar a questão sobre se as negociações seriam realizadas contra o dólar norte-americano ou contra o real. Contratos futuros precisam de um ínidice de referência, então, no caso da opção pela moeda brasileira, será preciso compor um índice de criptoativos em reais, algo que, hoje, não existe.

Além de futuros de BTC e ETH a B3 também pretede oferecer serviços para as exchanges de criptomoedas nacionais e ser uma espécie de 'centralizador' das operações de custódia e liquidação

“Temos em torno de 30 corretoras de cripto nacionais, fora as internacionais que atuam aqui. Poderíamos oferecer um serviço para facilitar e padronizar as operações delas. Acredito que tenha algo a explorar em fornecimento de serviços de custódia e no processo de liquidação.”

Mielke, afirmou também que o mercado de criptomoedas é muito parecido com o mercado regulado de ações, por envolver emissão, negociação, liquidação e custódia e, portanto, a B3 poderia ajudar a resolver problemas comuns entre as exchanges.

“Estamos identificando pontos de atrito que podemos ajudar a resolver para fazer frente, como ajudar os nossos clientes a fornecer o melhor acesso a seus clientes finais", disse.

(Mynt/Divulgação)

B3 abraça criptomoedas

Além disso a B3 planeja outros produtos baseados em criptomoedas e blockchain para lançar em 2022. Entre eles, há estudos sobre uma plataforma para tokenização de ativos, negociação de criptoativos, custódia de criptomoedas, entre outros.

"Negociação e acesso a centros de liquidez: isso significa mitigar as complexidades de acesso a um mercado fragmentado, global e 24×7; Custódia de ativos digitais: fornecer custódia confiável (portanto, finality das transações em blockchain); Facilitação de balcão: dessa forma, quer dar mais segurança e eficiência na movimentação e no DVP de ativos digitais; Ganhos de eficiência de capital: assim, quer mitigar a natureza pre-funded das operações e Cripto as a service: facilitar para clientes a exploração do mercado cripto com baixo atrito", destaca a B3.

Para 2022 a B3 prevê ainda o lançamento oficial de uma plataforma de resseguros, que vai funcionar na blockchain Corda, do R3 e é uma parceria entre a Bolsa e a IRB Brasil. O produto deve ser chamado de Câmara Digital de Resseguro.

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