Adoção das criptomoedas acontecerá mais cedo ou mais tarde, diz Mastercard

Vice-presidente de desenvolvimento e de inovação de novos produtos da empresa afirma que adoção em massa das criptomoedas está próxima e depende de sua "invisibilidade" nos processos financeiros
Para Harold Bossé, da Mastercard, serviços precisam estar integrados de forma que os usuários não percebam que usam criptomoedas (SOPA Images/Getty Images)
Para Harold Bossé, da Mastercard, serviços precisam estar integrados de forma que os usuários não percebam que usam criptomoedas (SOPA Images/Getty Images)
Por Cointelegraph BrasilPublicado em 27/05/2022 09:40 | Última atualização em 27/05/2022 09:40Tempo de Leitura: 3 min de leitura

As criptomoedas só se tornarão verdadeiramente populares quando se tornarem parte integrante e "invisível" do sistema financeiro, afirmou o vice-presidente de desenvolvimento e de inovação de novos produtos da Mastercard, Harold Bossé, em um evento online promovido pelo blockchain Avalanche na última terça-feira, 24.

Embora hoje estejam restritas a um grupo de entusiastas, que se expandiu consideravelmente no ano passado em função do ciclo de alta do mercado, Bossé acredita que as criptomoedas serão adotadas em massa mais cedo ou mais tarde.

No entanto, pondera o executivo, ainda há pontos cegos que os desenvolvedores terão que solucionar para que mais usuários e instituições do mercado tradicional decidam aderir às novas tecnologias financeiras representadas pelos ativos digitais.

Segundo Bossé, falta de clareza regulatória, conhecimento insuficiente e a complexidade técnica são os principais desafios que impedem que as criptomoedas de fato se popularizem. A inevitável e recorrente comparação do estágio atual da indústria com os primórdios da internet também se fez presente no discurso do executivo:

"Pense no advento da internet; ninguém estava pensando que a Amazon poderia ser um conceito — você precisa da internet para a Amazon funcionar. Estamos na mesma situação agora: como transformamos a vida das pessoas para incluir grupos de pessoas que realmente não estão interessadas na tecnologia blockchain primeiro lugar, mas sim em encontrar as melhores soluções para os seus negócios?”

As criptomoedas só se mostrarão válidas como meio de troca e reserva de valor quando for eliminado o risco inerente à tecnologia em si, afirmou Bossé. "Ninguém usará criptomoedas, a menos que se tenha certeza absoluta de que esse dinheiro é um bom dinheiro", afirmou.

(Mynt/Divulgação)

Para ele, isso terá acontecido quando as criptomoedas conseguirem se tornar um elemento invisível integrado à engrenagem financeira:

"As criptomoedas têm que se tornar invisíveis. Eu continuo dizendo isso e posso soar como um disco arranhado, mas elas têm que desaparecer, ficando em segundo plano para usuários que não se importam com a tecnologia em si. Honestamente, minha mãe não se importa se está operando em um protocolo DeFi [finanças descentralizadas] ou não."

Mastercard e as criptomoedas

Desde o ano passado, a Mastercard tem demonstrado uma crescente abertura para integrar o de criptomoedas aos seus produtos e serviços no futuro. Em setembro do ano passado, o vice-presidente da Mastercard para a América Latina e o Caribe, Walter Pimenta, confirmou que a empresa tem investido no desenvolvimento de soluções baseadas na tecnologia blockchain e admitiu que o bitcoin tem potencial para ser utilizado como meio de pagamento.

Recentemente, a Mastercard expandiu seus serviços de consultoria relativos a criptomoedas. Em abril deste ano, a gigante do setor de cartões de crédito selecionou a startup brasileira Bitfy para participar da terceira etapa do programa Mastercard Start Path Crypto.

No momento, a Mastercard possui mais de 100 patentes relativas a blockchain e criptoativos.

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