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Ação sobe mais em 14 meses do que o bitcoin nos últimos 9 anos

Empresa de cartões de memória surfou na onda do desenvolvimento de soluções de inteligência artificial

Valorização ligada à inteligência artificial enfrenta sinais de tensão no mercado.

Valorização ligada à inteligência artificial enfrenta sinais de tensão no mercado.

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 17 de junho de 2026 às 18h46.

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A ação da fabricante de chips de memória Sandisk disparou 5.636% desde fevereiro de 2025 até sua máxima histórica atingida nesta semana, nos US$ 2.167. O desempenho nesses 14 meses supera o do bitcoin nos últimos nove anos. Neste período, a maior das criptomoedas registrou ganhos de 5.572%, conforme notou o site Benzinga.

As ações da Sandisk operavam entre US$ 36 e US$ 40 na metade de fevereiro do ano passado, antes de se separar da empresa Western Digital. A cisão permitiu que a companhia pudesse focar na venda de SSDs, pendrives e outros cartões de memória flash, ao passo que a WD ficou com a operação de HDDs.

Enquanto isso, os SSDs tiveram um aumento drástico de preços por conta do uso deste tipo de cartão de memória para treinamento e operação de agentes de inteligência artificial. Provedores de serviços de computação em nuvem e empresas de tecnologia têm absorvido quase toda a produção para treinar modelos de IA.

Um relatório da VDURA revelou que SSDs já estão 16 vezes mais caros do que discos rígidos tradicionais, os HDs. Isso é ruim para o varejo, como os entusiastas de jogos eletrônicos podem atestar. Porém, é bastante positivo justamente para quem vende esses cartões de memória.

Hoje, a Sandisk caiu 1,6% na Nasdaq, a US$ 1.958,80 por ação.

O que fez o bitcoin em 9 anos?

Por outro lado, o bitcoin passou por dois ciclos de alta e três “invernos” desde 2018. A criptomoeda enfrentou o desinteresse dos investidores em 2018 e 2019, depois um crash até US$ 4,9 mil, em 2020, e posteriormente uma disparada até US$ 69 mil no rali de 2021.

A quebra da corretora FTX derrubou o token novamente para a casa de US$ 15 mil em 2022, antes de subir para US$ 45 mil com o lançamento dos primeiros fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) do criptoativo nas bolsas americanas.

Os últimos grandes movimentos do BTC foram até US$ 109 mil com a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e US$ 126 mil no ano passado impulsionado pela demanda institucional e pela expectativa de corte de juros nos EUA.

Já em 2026, a moeda digital despencou até US$ 60 mil diante da saída de capital dos ETFs, guerra no Oriente Médio e menor probabilidade de que Trump cumpra sua promessa de criar uma reserva estratégica de bitcoin para os EUA. Além disso, aumentaram as preocupações com o risco de quebra do blockchain pelo avanço da computação quântica.

Atualmente, o ativo digital é negociado perto dos US$ 64 mil por unidade.

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