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50% dos brasileiros usariam metaverso para fazer compras, aponta pesquisa

Além de utilizar ambiente digital para adquirir produtos, entrevistados citaram aplicações em jogos, socialização e acesso a serviços financeiros

Cerca de 13% dos brasileiros não sabem o que o termo "metaverso" significa, de acordo com uma pesquisa (Thinkhubstudio/Getty Images)

Cerca de 13% dos brasileiros não sabem o que o termo "metaverso" significa, de acordo com uma pesquisa (Thinkhubstudio/Getty Images)

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João Pedro Malar

Publicado em 26 de outubro de 2022, 11h48.

Última atualização em 26 de outubro de 2022, 12h12.

Uma pesquisa divulgada pela empresa de soluções tecnológicas FIS nesta quarta-feira, 26, aponta que 50% dos brasileiros entrevistados estariam dispostos a realizar compras de produtos e serviços no metaverso nos próximos 12 meses.

De acordo com os dados do levantamento, as compras foram a atividade mais citada pelos brasileiros, seguido pelo uso para jogos (42%), socialização (39%) e de serviços financeiros (27%). Para a última aplicação, a preferência é pelos ofertados por bancos digitais (50%) em relação aos tradicionais (44%) ou empresas varejistas (24%).

Entretanto, 31% dos entrevistados disseram que não consideram aplicar seus recursos no metaverso nos próximos 12 meses. Os interessados no universo virtual afirmaram que estariam dispostos a usá-lo para comprar jogos (44%), ingressos de eventos (43%) e peças de vestuário digital (41%).

(Mynt/Divulgação)

O levantamento indica ainda que 22% dos consumidores não pretendem adquirir produtos ou serviços no metaverso, e que 13% não sabem o que o termo significa.

“Esse cenário indica que as empresas que estão migrando para este universo podem levar informação ao consumidor sobre as funcionalidades desse ambiente, porque este é um novo formato de interação entre diferentes públicos que pode ser amplamente explorado por empresas de diversos segmentos em consonância com os múltiplos perfis e necessidades da sociedade”, ressalta Anderson Lucas vice-presidente de negócios da FIS.

Lucas observa ainda uma divisão geracional entre os entrevistados. O uso do metaverso para jogos e socialização foi mais citado pelos mais jovens, integrantes da chamada geração Z, enquanto o público das gerações Y e X está mais interessado nos serviços financeiros.

Para ele, há uma "convergência" na atuação das empresas tanto no ambiente virtual quanto no mundo físico, com uma transposição de produtos e serviços de um local para outro. "O metaverso, junto com soluções financeiras, também tem trazido inovação, experimentos em distintos setores. Tem muito o que avançar, mas já vejo um processo de inovação".

Metaverso ao redor do mundo

A pesquisa também entrevistou pessoas da Austrália, Reino Unido, Singapura, EUA, Hong King e Índia. Dentre esses países, os brasileiros foram os que mais citaram a possibilidade de usar o metaverso para realizar compras.

Em Singapura, o uso mais citado para o ambiente virtual também é em compras, com 44%, seguida por jogos e socialização, ambos com 27%. Já em Hong Kong, a maior preferência é para os jogos (42%), seguido por compras e interações sociais, cada um com 34%.

Na Austrália, 41% dos entrevistados afirmaram que planejam acessar o metaverso nos próximos 12 meses. Para 20%, o principal uso será para as compras, enquanto 18% citaram os jogos e 15%, socializar.

Os números são semelhantes aos do Reino Unido, onde 43% dos consumidores disseram que pretendem entrar no metaverso nos próximos 12 meses. Entretanto, há uma diferença geracional: 21% dos chamados baby boomers — nascidos entre 1945 e 1964 — pretendem ter contato com essa tecnologia, ante 62% da geração Z.

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