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PicPay mira oferta de US$ 1 bi como piso para listagem na Nasdaq

Oferta de controlada da família Batista deve acontecer dentro de um mês

A oferta que o PicPay fará na Nasdaq será de US$ 1 bilhão para cima. O mercado não espera nada inferior a esse número. A avaliação da companhia não está pronta, mas o piso da operação já é dado como certo. É uma movimentação, portanto, de R$ 6 bilhões para cima.

Vai ser um teste e tanto para verificar se o interesse por tecnologia e negócios disruptivos supera os receios dos investidores estrangeiros com o Brasil neste momento. A gestora de recursos Gávea, por exemplo, acaba de suspender a captação de um fundo destinado a investimentos em private equity devido à dificuldade de “vender” o país lá fora.

Apesar de o registro na Securities and Exchange Commission (SEC) ser considerado um desafio para qualquer empresa, o processo lá fora é bastante mais célere. A expectativa é que, tudo dentro dos prazos regulamentares, a oferta possa ocorrer no fim de maio.

Como parte importante dos recursos deve ir para o caixa da companhia (a informação da composição entre oferta primária e secundária ainda não é pública), vai significar um fôlego relevante para acelerar o plano de se tornar para o brasileiro o que o superapp WeChat é para o chinês. Na China, cartão de crédito é coisa do passado já tem bastante tempo. O celular é ponto de contato do consumidor com tudo.

O dinheiro, como em quase todas as startups, vai ser dividido entre aquisições, contratações, investimento em marketing e tecnologia. A empresa tem 2.000 funcionários e 700 deles são da área de tecnologia. Mas o objetivo é ampliar substancialmente esse total.

Ainda neste ano, o PicPay quer agregar à sua plataforma de produtos financeiros uma espécie de supermercado de investimentos, seguros e crédito. A empresa propriamente não faz originação de crédito, nem gestão de recursos. O negócio do PicPay, que pertence à holding J&F, ou seja, à família Batista (dona da JBS, do Banco Original e fundadora da Eldorado), é basicamente distribuição.

“O PicPay não é banco digital e nem é fintech exatamente, também”, diz um especialista. “Mas é disruptivo no setor financeiro mesmo assim.” Tanto que novidades como PIX e o open banking são fatores cruciais de crescimento.

A companhia se apresenta, no prospecto da oferta, por meio de uma mandala com quatro frentes de negócio principais: carteira digital, marketplace de produtos financeiros, supermercado para lojistas e propaganda. É uma plataforma aberta para quem tem serviços e produtos para vender. Junto com tudo isso, o que ajuda a ficar ainda mais parecido ao WeChat, o PicPay tem a frente social, de mensagens."Não há ninguém na América Latina, nesse momento, ocupando esse espaço", diz uma fonte que conhece bem a operação. Em um futuro breve, o serviço de mensagens deve permitir não apenas que os usuários falem entre si diretamente, como os lojistas da plataforma e outros prestadores de serviço falem com os clientes.

Com aumento do investimento em marketing — o que levou a um crescimento do prejuízo —, a empresa deu tração à conquista de usuários. Depois de fechar dezembro com 28,4 milhões de clientes ativos, subiu esse total para 36,6 milhões ao fim de março. A receita líquida, que foi de R$ 390 milhões em 2020, deve alcançar entre R$ 140 milhões e R$ 150 milhões, quando for divulgado o balanço do primeiro trimestre. A margem bruta deve passar de 29% para um intervalo entre 50% e 55%, na comparação anual do período de janeiro a março.

Na Nasdaq, a PicPay vai se unir a Stone, XP Investimentos e PagSeguros. As duas primeiras valem mais de US$ 20 bilhões, ou algo como R$ 110 bilhões, e a PagSeguro está avaliada em US$ 15 bilhões. As três, estariam certamente, entre as maiores companhias brasileiras se fossem listadas na B3.

Das mais de 75 ofertas públicas realizadas na B3 entre 2020 e 2021, apenas seis movimentaram mais de US$ 1 bilhão: Petrobras, Lojas Americanas, Rumo, Suzano, Natura e Rede D’Or. Dessas, a única oferta inicial foi da Rede D’Or.

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