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Energia: Essentia, do Pátria, inicia produção e mira R$ 10 bi em projetos

Companhia planeja ter até 3 gigawatts (GW) de capacidade até 2025, o triplo do tamanho atual

A Essentia Energia, empresa criada pelo Pátria Investimentos, está pronta para iniciar sua produção de energia solar no complexo Sol do Sertão, na Bahia, com capacidade de até 475 megawatts. Com isso, a companhia, criada em 2019, deixa de ser um projeto e entra no estágio operacional, justamente em um período de preocupação com a capacidade total do país de produção energia.

Esse é apenas o começo de uma empreitada para a qual o Pátria tem apetite para triplicar de tamanho, uma vez que planeja levar a empresa a uma capacidade de até 3 gigawatts (GW) em 2025. Atualmente, entre a operação solar e o projeto eólico em construção, a Essentia tem 1 gigawatt (GW) de capacidade.

“Se extrapolarmos o investimento nesses dois projetos, é possível sim falarmos de um total superior a R$ 10 bilhões dentro de um espaço de cinco anos. Mas o número final vai depender da composição dos empreendimentos”, destaca Marcelo Souza, sócio da gestora de recursos e também presidente do conselho de administração da empresa, em entrevista ao EXAME IN.

O complexo Sol do Sertão, com mais de 1.000 painéis, é fruto de um investimento de R$ 1,4 bilhão, que fica dentro do fundo VI de infraestrutura. “Estamos entregando o projeto no prazo. E isso só foi possível devido à nossa experiência nesse setor. Fomos pioneiros, com a criação da Ersa, que mais tarde acabou adquirida pela CPFL Renováveis”, destaca Leonardo Serpa, presidente da Essentia. “No pico da obra, eram 1.600 pessoas trabalhando.”

Também na Bahia, fica o próximo projeto da Essentia que vai entrar em produção: o parque eólico Ventos de São Vitor, com capacidade de até 465 megawatts. O plano é concluir as obras até o fim de 2022. “Serão 75 aerogeradores, com 170 metros de diâmetro cada. É maior do que a Torre Eiffel”, comenta Souza.

No empreendimento, o investimento total deve ser de R$ 2,4 bilhões. Como as obras estão em andamento, nem todo capital já foi aportado. De acordo com Souza, é possível que a Essentia receba investimentos de outros fundos de infraestrutura que venham a ser captados pelo Pátria nos próximos anos. O fundo VI levantou um total de R$ 10 bilhões e ainda está em fase de realização  dos aportes.

O Pátria nunca fala sobre expectativa de retorno dos projetos, mas Serpa lembra que a casa tem experiência e gosta do setor. Além da Ersa, também é investidor da Latin America Power (LAP), que opera no Peru e no Chile. "Conhecemos bem os meandros. Tem regulação robusta, o que permite segurança para os investimentos. Todo mundo sabe que a matriz brasileira vai crescer muito em renováveis. Tem muita oportunidade pela frente, onde conseguimos aplicar toda nossa tecnologia de desenvolver e construir projetos", completa Souza.

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