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Brasileira Divibank capta US$ 3,6 mi com fundo investido por Gates e Bezos

Fundada em 2020, a fintech é especializada em financiar campanhas de marketing digital de outras startups e pequenas empresas

Em 2019, o colombiano Jaime Taboada desembarcou no Brasil após trabalhar por 5 anos no Goldman Sachs em Nova York. Interessado em empreender na América Latina, se juntou ao fundo Maya Capital, fundado por Lara Lemann e Mônica Saggioro, para entender melhor as oportunidades de mercado. Enquanto ajudava as investidoras a analisar negócios, percebeu um padrão: as startups buscavam aportes para financiar estratégias de marketing digital. “É um custo de capital alto para investir em campanhas, não fazia sentido”, diz o empreendedor. Ao conhecer a brasileira Rebecca Fischer, ex-diretora da empresa de marketing Kenshoo, suas inquietações se transformaram em negócio. Juntos, eles fundaram em março de 2020 a fintech Divibank, especializada em financiar campanhas de marketing digital de startups e pequenas empresas.

Inspirada nos unicórnios Pipe (EUA) e Clearbanc (Canadá), a Divibank construiu um modelo de crédito em que os clientes pagam um percentual mensal da sua receita — que pode variar de 1% a 12% — até pagar a dívida. Os empréstimos, que podem variar de R$ 5.000 a R$ 2 milhões, são depositados diretamente nas contas de marketing digital dos clientes nas plataformas do Google e Facebook. Desde a fundação, a companhia já teve R$ 83 milhões solicitados em crédito e atendeu, só nos últimos 6 meses, mais de 50 empresas.

Agora, para poder escalar a operação, a empresa anuncia ter recebido um aporte de US$ 3,6 milhões (R$ 20 milhões) liderado pelo fundo americano Better Tomorrow Ventures (BTV), especializado em investir em startups iniciantes. A rodada contou ainda com a participação da Village Global, fundo que conta com investidores como Bill Gates, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg. Maya Capital, Clocktower Ventures, Magma Partners, Gilgamesh Ventures, Rally Cap Ventures, Alumni Ventures Group e alguns anjos, como Sebastian Mejia (fundador e presidente da Rappi) e Karim Atiyeh (fundador e diretor de tecnologia da Ramp), também participaram da rodada.

“A Better Tomorrow Ventures percebeu que a Divibank era uma empresa verdadeiramente inovadora, além de estar no lugar certo na hora certa, pronta para aproveitar as vantagens do crescimento do e-commerce e dos anúncios digitais. A pandemia apenas acelerou as coisas. Muitas empresas estão começando online, muitas estão migrando do offline para o online, e as startups reconheceram que o venture capital não é a única alternativa que têm para expandir seus negócios”, diz Jake Gibson, sócio-fundador da Better Tomorrow Ventures.

O capital recebido na rodada vai possibilitar que a companhia aumente sua equipe de oito para 30 funcionários até o final do ano, lance uma plataforma própria de gestão de campanhas digitais para ajudar as empresas clientes e ainda crie novos produtos financeiros. “Percebemos outras dores. As empresas de e-commerce, por exemplo, precisam de dinheiro para gerir o estoque. Já os clientes que trabalham com modelo de assinatura, poderiam antecipar o recebimento de parte desses recursos. São serviços que pensamos em oferecer”, afirma Taboada.

A oportunidade é enorme. O Brasil concentra metade do investimento em mídia online da América Latina, e as startups e pequenas empresas representam mais da metade do faturamento do Google e Facebook no país. “Nosso objetivo é ajudar os empreendedores na América Latina, dando-lhes os recursos necessários para o crescimento de seus negócios. Temos planos ambiciosos e estamos ansiosos para expandir nossas ofertas de produtos e serviços”, diz Rebecca Fischer.

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