Fortes chuvas e mão de obra afetam produção de café na Índia

A queda projetada para a oferta da Índia pode impulsionar ainda mais os preços globais do café, que estão em alta em meio às crescentes ameaças ao abastecimento no Brasil e na Ásia

A produção de café na Índia deve cair no próximo ano, pois fortes chuvas em algumas áreas importantes de cultivo danificaram cafezais. Além disso, a escassez de mão de obra devido à pandemia de coronavírus também afetou as operações no campo, segundo uma associação de produtores.

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A produção no ano que começa em outubro pode ficar cerca de 10% abaixo das 369 mil toneladas estimadas pelo Coffee Board, um órgão estatal, disse por telefone Jeffry Rebello, presidente do comitê de café da United Planters’ Association of Southern India. O volume se compara com as 334 mil toneladas produzidas em 2020-21.

A queda projetada para a oferta da Índia, que exporta mais de 70% da produção, pode impulsionar ainda mais os preços globais do café, que estão em alta em meio às crescentes ameaças ao abastecimento da América do Sul à Ásia.

Seca e geadas devastaram as safras no Brasil, maior produtor mundial e que cultiva a variedade premium arábica. Problemas de logística no Vietnã e na Indonésia também pressionam o mercado. Tanto os futuros do arábica em Nova York quanto os preços do grão robusta em Londres acumulam alta aproximada de 50% este ano.

Algumas áreas do estado de Karnataka, na região sul, maior produtor de café do país, registraram volume de chuvas 33% acima do normal desde 1º de junho, de acordo com o Departamento de Meteorologia da Índia, onde a variedade robusta responde por cerca de 70% da produção total de café.

“Temos esperança de que os preços globais sejam bons nos próximos dois a três anos por causa da geada e da seca no Brasil”, disse Rebello. “Os produtores indianos se beneficiarão com os preços mundiais elevados.”

 

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