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Café em MG perde quase 20% das áreas por geadas; governo promete ajuda

Governo federal busca saídas para manter na atividade os produtores rurais prejudicados

As fortes geadas ocorridas recentemente no Brasil geraram perdas em cerca de 19% das áreas de café de Minas Gerais, o equivalente a 173,68 mil hectares, estimou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-MG) nesta quarta-feira, enquanto o governo federal disse que busca saídas para manter na atividade os produtores rurais prejudicados.

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A dimensão do impacto em MG fica em linha com projeção citada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na véspera, de que os prejuízos teriam alcançado entre 18% e 20%.

O diretor-presidente da Emater-MG, Otávio Maia, afirmou que foi realizado um mapeamento com técnicos do órgão e encontros com representantes do setor para coletar as principais demandas dos cafeicultores atingidos pela maior geada em vários anos.

"Já promovemos a entrega deste levantamento para a ministra, junto com o governador (de Minas Gerais) Romeu Zema", disse ele durante debate transmitido pela internet, citando que algumas das principais demandas dos produtores foram apoio financeiro e acesso ao seguro rural.

Também presente no evento, o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese, disse que o objetivo da pasta é que todos os produtores permaneçam na atividade.

Reportagem publicada pela Reuters na véspera mostrou que já há casos de cafeicultores que optaram por arrancar lavouras atingidas pela geadas, com possibilidade de plantar novas mudas ou de partir para outros cultivos, como de grãos.

"Certamente vamos fazer o máximo para que ninguém tenha que sair do negócio", disse Farnese.

Ele afirmou que uma nova reunião do Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC) deve ocorrer em breve e que a pasta também está atuando em parceria com o Ministério da Economia para buscar soluções para o problema.

O representante do governo federal ainda acrescentou que a alocação de 1,3 bilhão de reais em recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para os produtores afetados pelo frio extremo foi uma possibilidade indicada pelo próprio setor produtivo. A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na semana passada.

Sobre o financiamento adicional de 1 bilhão de reais anunciado pelo Banco do Brasil nesta terça-feira, o representante dos cafeicultores Fernando Barbosa, produtor na região de São Pedro da União (MG), disse que a ajuda é muito necessária, mas alertou para as condições e tarifas da operação.

"Veio em um bom momento o recurso, mas temos que observar como vai chegar esse recurso, qual será a taxa de juros e se o produtor terá condições", disse ele, ressaltando que a média do Estado é uma perda entre 18% e 20%, mas há casos em que um único produtor viu mais de 80% de suas áreas devastadas pelo frio.

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