Década de 2020 traz novas tendências para viagens

O conceito de “slow travel” vai dominar o mundo das viagens na nova década

Na década de 2010, as viagens se tornaram mais fáceis. A chegada de serviços de hospedagem de curta duração, a adoção das “segundas cidades” e o rápido crescimento de companhias aéreas de baixo custo encolheram o mundo e o tornaram mais intrigante. E o canto da sereia das redes sociais nos enviou a lugares distantes em busca de destinos “autênticos”, “nativos” e “não descobertos”, ou (pelo contrário) para recriar as instantâneas brilhantes dos influenciadores.

Mas, se viajar se tornou um esporte competitivo nos últimos 10 anos, o momento agora é de relaxar. Tentar visitar todos os países do mundo antes de completar 40 anos – ou simplesmente conhecer três cidades em uma viagem de uma semana – é exaustivo. O grande número de canais de reservas e de fontes de inspiração também deixou turistas confusos, tentando descobrir como maximizar cada minuto de seus preciosos dias de férias.

É por isso que a chamada “slow travel” (viagem lenta), que permite desfrutar de um lugar simplesmente ficando lá por mais tempo, está ganhando força. A ideia não apenas proporciona mais descanso, mas também é mais sustentável e gratificante para o meio ambiente. Destaca a maioria das tendências que remodelarão a maneira como pensamos nossas aventuras em 2020 e nos anos seguintes.

Viagem com pegada zero

Já falamos sobre compensações de carbono e como está ficando mais fácil compensar adequadamente os voos. Mas, em 2020, essa tendência irá muito além.

A Cool Effect, em nossa opinião a melhor empresa para compensações, lançará ferramentas para ajudar a compensar as pegadas de carbono de suas férias em cruzeiros. Várias companhias aéreas, como a EasyJet, traçaram metas para compensar as emissões de todas as frotas. E as operadoras de turismo estão entrando em ação, certificando-se de que a nossa pegada no solo também diminua. Liderando o grupo está a Natural Habitats, que em 2019 começou a oferecer itinerários de pegada zero. Agora, a empresa reforça o conceito, compensando viajantes por um ano inteiro caso reservem uma de suas excursões do pacote “Mudanças Climáticas e Nosso Mundo Selvagem”. (Os cálculos de compensação são baseados no tamanho da casa, contas de luz, despesas mensais e milhas aéreas e de carro.) Guiados por especialistas da World Wildlife Foundation, os turistas podem se aventurar a ver espetáculos como a migração de baleias, a Floresta Amazônica ou ursos polares no Ártico.

Férias antes de sair de casa

Caso em 2020 você reserve uma villa no Las Ventanas al Paraiso, da rede Rosewood, em Los Cabos, e se morar em cidades selecionadas como Chicago, Nova York e São Francisco, a sua estadia começará antes do trajeto ao aeroporto: mordomos para cumprimentá-lo na porta de casa, condução ao ponto de embarque e todos os tipos de mimos ao longo do caminho. O serviço também será oferecido na volta ao lar para prolongar a alegria de estar de férias o maior tempo possível.

Da mesma forma, a nova Mauna Lani, do Havaí, vai oferecer uma “experiência de pré-chegada” quando for inaugurada em janeiro, como enviar aos convidados uma mala Arlo Skye de edição especial e personalizada, com convites para aulas de stand-up paddle guiadas.

Esses serviços oferecerão algo que turistas abastados precisam? Não está tão claro. Mas a competição começou a estender a experiência do hotel muito além dos limites da propriedade física.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.