China e EUA produzirão sequência de O Tigre e o Dragão

Três produtoras da China e dos Estados Unidos financiarão conjuntamente uma sequência do filme de artes marciais O Tigre e o dragão

Xangai – Três produtoras da China e dos Estados Unidos financiarão conjuntamente uma sequência do filme de artes marciais “O Tigre e o dragão” (2000), que foi dirigido por Ang Lee e, na época, ganhou quatro estatuetas do Oscar.

O novo filme será rodado na China e na Nova Zelândia e tem estreia prevista para 2016, segundo anunciaram as três produtoras associadas, as chinesas Pegasus Mídia e Grupo Cinematográfico da China, e o estúdio americano Weinstein, que apresentaram o projeto, intitulado “The Green Destiny” (“O destino verde”, em tradução livre), no Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF).

“O Tigre e o Dragão” (2000), bem-sucedida co-produção que contou com investimentos de China, Taiwan, Hong Kong e Estados Unidos, foi protagonizada por Yun-Fat Chow, Michelle Yeoh, Ziyi Zhang, CChen Chang e Pei-pei Cheng.

O filme, que arrecadou US$ 213,5 milhões em bilheteria no mundo todo, foi reconhecido com os prêmios Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Trilha Sonora Original (Tan Dun), Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.

De seu elenco original, apenas a atriz malaia Michelle Yeoh e o ator Nicholas Tse têm participação confirmada na sequência.

O novo filme promete espetaculares batalhas de artes marciais entre personagens que lutarão por uma antiga espada chinesa.

Para os efeitos especiais, a maquiagem e o figurino serão contratados vários profissionais que trabalharam na saga de “O Senhor dos Anéis”, antecipou Sun Jianjun, presidente da Pegasus Mídia.

O novo filme, segundo ele, “manterá o sabor oriental de sua primeira parte, mas apresentará efeitos especiais mais impressionantes, com a ajuda da experiência estrangeira”.

Além disso, também durante o SIFF, que este ano celebra sua 17ª edição, o Grupo Cinematográfico de Xangai anunciou seu próximo projeto, “The Cursed Piano” (“O Piano Amaldiçoado”, uma co-produção entre China e Estados Unidos, com os diretores Mike Medavoy e Barry Levinson).

Como Levinson presidiu o júri do SIFF em 2011, isso pode ter sido o que favoreceu seu contato com o mundo cinematográfico chinês.

O filme, segundo anunciado hoje pelo jornal oficial “Shanghai Daily”, contará a história de um músico judeu que foge do Holocausto nazista na década de 1930 e vai para Xangai, assim como aconteceu com dezenas de milhares de judeus que se refugiaram na cidade até os anos de 1940.

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