Folarin Balogun, nº 20 dos Estados Unidos: jogador recebeu um cartão vermelho no segundo tempo (Jamie Squire/Getty Images/AFP)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 2 de julho de 2026 às 08h33.
O maior artilheiro dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026 vai desfalcar a seleção na fase decisiva. O atacante Folarin Balogun foi expulso na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, na quarta-feira, 1º, após uma revisão de vídeo, e está suspenso do jogo das oitavas de final contra a Bélgica, marcado para segunda-feira, 6, em Seattle.
Balogun havia aberto o placar ainda no primeiro tempo, seu terceiro gol no torneio, quando se tornou o centro de uma decisão contestada.
Aos 64 minutos do segundo tempo, o árbitro brasileiro Raphael Claus foi ao monitor e, após vários minutos de análise, mostrou o cartão vermelho ao atacante por ter pisado no tornozelo do zagueiro Tarik Muharemovic durante uma disputa de bola.
Pela regra da Fifa, o cartão vermelho gera suspensão automática de um jogo, o que tira Balogun da partida contra os belgas.
Os Estados Unidos não podem recorrer da decisão: segundo a Fifa e a federação americana, não há processo de apelação para cartões vermelhos na Copa, a menos que a punição seja estendida para mais de um jogo.
O técnico dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, discordou da expulsão. "Para mim, nunca é um cartão vermelho", afirmou. "Foi uma ação normal do futebol, que aconteceu por acidente. Não foi intencional."
A decisão reacendeu a discussão sobre a falta de padronização do árbitro de vídeo (VAR) no torneio. Torcedores e comentaristas apontaram a semelhança com um lance anterior envolvendo Lionel Messi, da Argentina, contra a Argélia, em Kansas City.
Naquele jogo, Messi acertou os travas na perna de um defensor argelino em um movimento parecido e não foi punido. O camisa 10 argentino seguiu em campo e marcou dois gols, fechando a vitória por 3 a 0 com três gols na conta.
O ex-árbitro Mark Clattenburg, comentarista da Fox, também criticou a expulsão de Balogun ao vivo: para ele, o lance não teve a força e a intensidade necessárias para um vermelho.
Com a ausência de Balogun, Pochettino precisa recompor o ataque diante da Bélgica, o adversário mais forte enfrentado pelos americanos até aqui.
As opções incluem Ricardo Pepi, que já foi titular na fase de grupos, e Haji Wright, um dos marcadores da campanha de 2022, no Catar. Outra saída seria deslocar o astro Christian Pulisic para uma função mais centralizada.
O próprio Pulisic já foi prova de que o técnico consegue contornar desfalques: quando ficou de fora do segundo jogo do grupo, contra a Austrália, por uma lesão na panturrilha, os Estados Unidos venceram por 2 a 0 mesmo assim.