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Trump sai em defesa de Infantino e critica pressão pela saída do dirigente da Fifa

Presidente dos Estados Unidos afirmou que o Mundial perderia força e lucratividade caso o dirigente deixasse o comando da entidade

Trump e Infantino: parceria entre governo norte-americano e Fifa gerou polêmica (Christopher Neundorf/EFE)

Trump e Infantino: parceria entre governo norte-americano e Fifa gerou polêmica (Christopher Neundorf/EFE)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 11 de agosto de 2026 às 09h56.

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Donald Trump decidiu entrar diretamente na crise que envolve Gianni Infantino e a presidência da Fifa. O presidente dos Estados Unidos saiu em defesa do dirigente e afirmou que seria um “erro terrível” substituí-lo no comando da entidade máxima do futebol mundial.

A manifestação aconteceu na noite de segunda-feira, 10, por meio de uma publicação na rede Truth Social. Trump não apenas declarou apoio a Infantino, como também associou uma eventual saída do dirigente ao futuro comercial da Copa do Mundo.

Segundo o presidente norte-americano, caso Infantino deixe a presidência da Fifa, o torneio “nunca mais será tão bem-sucedido ou lucrativo”.

Projeto comercial provoca reação no futebol

O respaldo de Trump acontece justamente no momento em que Infantino enfrenta uma das maiores crises de sua gestão. O dirigente foi responsável por impulsionar uma proposta que pretendia alterar a estrutura comercial da Copa do Mundo e permitir a entrada de investidores privados no negócio.

A ideia previa a criação de uma empresa subsidiária responsável pela administração do torneio. Dentro desse modelo, investidores poderiam adquirir participações de até 20% na companhia derivada, abrindo uma nova frente de exploração comercial para a Fifa.

O projeto, porém, encontrou resistência em diferentes setores do futebol e acabou sendo abandonado. Diante da reação negativa, Infantino chegou a pedir desculpas pelo episódio.

A tentativa fracassada colocou em xeque a condução do presidente da Fifa e provocou uma reação coordenada de algumas das principais confederações continentais.

Confederações acusam Infantino de quebrar confiança

União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e Confederação Asiática de Futebol (AFC) divulgaram uma carta conjunta com críticas duras ao dirigente. As entidades afirmaram que a proposta representou uma quebra de confiança entre a FIFA e as organizações que integram a estrutura do futebol internacional.

Na avaliação das confederações, o problema não teria sido apenas a forma como o projeto foi conduzido. Elas classificaram a iniciativa como uma falha de julgamento mais profunda e acusaram Infantino de agir acima das instituições que lhe concederam autoridade.

A pressão, portanto, passou a ultrapassar a discussão sobre o modelo comercial da Copa do Mundo e chegou ao próprio futuro de Infantino à frente da Fifa.

Nem todas as federações querem a saída

Apesar da pressão, Infantino ainda conta com aliados importantes dentro do futebol mundial. Argentina, México e Catar estão entre as federações nacionais que manifestaram publicamente apoio à continuidade do dirigente.

O cenário, portanto, está longe de representar uma oposição unânime à atual administração da Fifa.

A defesa mais contundente, porém, veio de Trump. A declaração do presidente dos Estados Unidos reforça uma relação que já vinha sendo acompanhada de perto durante a Copa do Mundo de 2026, disputada em território norte-americano, além de Canadá e México.

Relação entre Trump e Infantino volta ao foco

A proximidade entre os dois líderes foi um dos elementos que chamaram atenção durante o Mundial. Agora, voltou ao centro das discussões justamente no momento em que Infantino enfrenta questionamentos sobre sua gestão.

O episódio também ganhou uma conexão adicional com o ambiente político e empresarial ligado a Trump. O plano de abertura da estrutura comercial da Copa contou com o apoio da Thrive Capital, empresa comandada por Joshua Kushner. Ele é irmão de Jared Kushner, genro do presidente norte-americano.

Enquanto as confederações pressionam por respostas e parte do futebol questiona a condução de Infantino, Trump decidiu deixar claro de que lado está. Para o presidente dos Estados Unidos, a permanência do dirigente é fundamental para manter o peso comercial que a Copa do Mundo alcançou sob sua gestão.

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