Espanha: seleção tentará seu segundo título diante da Argentina (Etienne Laurent / AFP)
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Publicado em 18 de julho de 2026 às 07h51.
Poucos eventos esportivos conseguem parar o planeta como uma final de Copa do Mundo. A cada quatro anos, duas seleções entram em campo carregando o peso da história, milhões de torcedores e o sonho de eternizar uma geração. Algumas decisões ficaram marcadas pelo domínio absoluto de uma equipe. Outras, pelo drama, pela superação e por lances que atravessaram décadas.
Desde a primeira edição, em 1930, no Uruguai, até a final de 2026, nos Estados Unidos, as decisões do Mundial ajudaram a construir a história do futebol. Algumas coroaram impérios, como o Brasil de Pelé, a Alemanha de Beckenbauer e a Espanha de Iniesta. Outras mudaram a trajetória de jogadores que passaram de contestados a ídolos eternos, caso de Lionel Messi.
A história começou em Montevidéu. Diante de sua torcida, o Uruguai derrotou a Argentina por 4 a 2 e conquistou a primeira Copa do Mundo da história. O duelo entre os vizinhos sul-americanos inaugurou uma rivalidade que passou por gerações e mostrou, desde o início, que o Mundial seria muito mais do que um torneio de futebol.
Nas décadas seguintes, a competição teve interrupções em razão da Segunda Guerra Mundial e retornou em 1950, no Brasil. Embora aquela edição não tenha tido uma final oficial, o duelo entre Brasil e Uruguai no Maracanã ficou eternizado como uma das partidas mais emblemáticas da história. A vitória uruguaia por 2 a 1, diante de quase 200 mil pessoas, entrou para sempre na memória do futebol como o "Maracanazo".
Nenhuma seleção escreveu tantos capítulos marcantes em finais quanto o Brasil. Em 1958, na Suécia, um jovem Pelé encantou o mundo e ajudou a Seleção a vencer a anfitriã por 5 a 2, conquistando o primeiro título mundial do país.
Quatro anos depois, no Chile, o bicampeonato veio diante da Tchecoslováquia. Em 1970, no México, a equipe comandada por Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson, Rivellino e Carlos Alberto Torres derrotou a Itália por 4 a 1 e apresentou um futebol que até hoje é considerado um dos maiores espetáculos já vistos em uma Copa do Mundo.
O tetra demorou 24 anos para chegar. Em 1994, nos Estados Unidos, Brasil e Itália protagonizaram a primeira final decidida nos pênaltis. Coube a Roberto Baggio desperdiçar a última cobrança italiana, enquanto Romário e Bebeto conduziam a Seleção ao quarto título.
O pentacampeonato veio em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Ronaldo marcou duas vezes contra a Alemanha e encerrou definitivamente o trauma da lesão que marcou sua carreira quatro anos antes.
Algumas finais ficaram marcadas não apenas pelo campeão, mas pelo contexto.
Em 1954, a Alemanha Ocidental surpreendeu a poderosa Hungria de Puskás na partida conhecida como "Milagre de Berna". Em 1966, a Inglaterra conquistou seu único título mundial diante da Alemanha Ocidental, em uma final cercada de polêmicas por causa do famoso "gol fantasma" de Geoff Hurst.
A Argentina também viveu momentos históricos. Em 1978, levantou sua primeira taça diante da Holanda, em Buenos Aires. O segundo título veio em 1986, no México, comandado por Diego Maradona, após vitória por 3 a 2 sobre a Alemanha Ocidental.
Já a França brilhou em casa em 1998, goleando o Brasil por 3 a 0, e voltou ao topo em 2018 ao derrotar a Croácia por 4 a 2, consolidando uma das gerações mais talentosas do futebol francês.
Entre todas as finais, poucas tiveram um peso simbólico tão grande quanto a de 2022. Depois de anos sendo cobrado por não conquistar um Mundial, Lionel Messi conduziu a Argentina ao tricampeonato ao superar a França em uma decisão considerada por muitos como a maior da história das Copas.
O empate por 3 a 3 e a vitória argentina nos pênaltis colocaram fim a um debate que acompanhou o camisa 10 durante praticamente toda a carreira. A partir dali, Messi deixou de ser apenas um dos maiores jogadores da história para assumir, para muitos argentinos, o posto de maior atleta que o país já produziu.
Quatro anos depois, a Argentina voltou a uma decisão mundial. Diante da Espanha, buscará o tetracampeonato, enquanto a Espanha busca seu segundo título.
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