Repórter
Publicado em 12 de agosto de 2026 às 14h38.
A quarta-feira no mundo do basquete foi agitada com a notícia da possível venda dos Los Angeles Lakers, uma das franquias mais tradicionais da NBA. Segundo informações da ESPN, o time está sendo negociado com os empresários americanos Josh Kushner e Bob Iger por mais de US$ 12 bilhões, em uma operação que estabeleceria um novo recorde para a venda de uma equipe esportiva.
A negociação representa uma reviravolta no futuro dos Lakers. Kushner (irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump) e Iger (ex-CEO da Disney) estavam envolvidos nas discussões relacionadas a uma possível expansão da NBA para Las Vegas, mas mudaram de estratégia e apresentaram uma proposta para assumir o controle da tradicional franquia de Los Angeles.
Para dimensionar o tamanho do negócio, o valor dos Lakers também impressiona quando comparado aos maiores clubes brasileiros. O Flamengo, líder do ranking da Sports Value, foi avaliado em R$ 5,096 bilhões no estudo de 2025. Em uma conversão para dólares próxima de US$ 1 bilhão, a eventual venda da franquia da NBA por mais de US$ 12 bilhões equivaleria ao valor de cerca de 12 Flamengos.
Nas últimas duas décadas, as franquias da NBA deixaram de ser apenas equipes esportivas para se tornarem ativos valiosos. O crescimento das receitas de direitos de transmissão, patrocínios globais, marketing digital e expansão internacional da liga fez com que diversas equipes fossem vendidas por valores bilionários, estabelecendo novos recordes no esporte mundial.
Em março de 2025, o Boston Celtics foi vendido para um grupo liderado pelo investidor Bill Chisholm por US$ 6,1 bilhões, tornando-se a maior transação da história da NBA e, na época, a maior venda de uma franquia esportiva dos Estados Unidos. O valor superou o recorde anterior do Phoenix Suns, negociado por US$ 4 bilhões em 2023.
O caso dos Celtics é emblemático. Em 2002, a franquia havia sido adquirida por aproximadamente US$ 360 milhões. Em pouco mais de duas décadas, seu valor aumentou mais de 16 vezes, refletindo o crescimento exponencial da liga.
Em dezembro de 2022, com aprovação concluída em fevereiro de 2023, o empresário Mat Ishbia comprou o controle do Phoenix Suns e do Phoenix Mercury (WNBA) por US$ 4 bilhões. Naquele momento, tratou-se da maior venda já registrada para uma franquia da NBA.
A negociação chamou a atenção porque, em 2004, o então proprietário Robert Sarver havia adquirido o Suns por cerca de US$ 401 milhões. Em menos de vinte anos, o valor da equipe multiplicou-se por cerca de dez vezes.
No final de 2023, Mark Cuban vendeu o controle do Dallas Mavericks para as famílias Adelson e Dumont, ligadas ao grupo Las Vegas Sands. A operação avaliou a franquia em cerca de US$ 3,5 bilhões. Cuban permaneceu como acionista minoritário da equipe.
O crescimento do valor impressiona: Cuban comprou os Mavericks em 2000 por aproximadamente US$ 285 milhões. A valorização demonstra como a NBA se transformou em uma das propriedades esportivas mais rentáveis do mundo.
Em 2023, o empresário Marc Lasry vendeu sua participação no Milwaukee Bucks para Jimmy e Dee Haslam em uma transação que avaliou a franquia em aproximadamente US$ 3,5 bilhões. À época, foi uma das maiores avaliações já registradas para uma equipe da liga.
O crescimento é notável porque o grupo liderado por Wes Edens e Marc Lasry havia comprado o Bucks em 2014 por apenas US$ 550 milhões. O título da NBA conquistado em 2021, liderado por Giannis Antetokounmpo, ajudou a impulsionar receitas e valor de mercado.
Antes da explosão recente das avaliações, outras negociações já indicavam a tendência de crescimento:
Especialistas apontam três fatores principais: