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Técnico da Noruega reconhece favoritismo do Brasil, mas vê duelo equilibrado na Copa

Stale Solbakken elogia seleção brasileira, compara Vinícius Júnior a Haaland e afirma que sua equipe precisa manter o estilo ofensivo para buscar vaga inédita nas quartas de final

Copa do Mundo 2026: Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo, 5 (PAUL ELLIS/AFP)

Copa do Mundo 2026: Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo, 5 (PAUL ELLIS/AFP)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 4 de julho de 2026 às 18h57.

Última atualização em 4 de julho de 2026 às 18h58.

O técnico da Noruega, Stale Solbakken, admitiu que o Brasil entra como favorito no confronto das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo, 5, em Nova Jersey. Ainda assim, o treinador acredita que a diferença entre as seleções diminuiu nos últimos anos e vê chances de sua equipe surpreender.

"Obviamente, o Brasil é o favorito, mas também disse que não acho que sejam os franco favoritos como talvez fossem alguns anos atrás, ou dois, três, quatro anos atrás", afirmou neste sábado.

Caso avance, a Noruega alcançará pela primeira vez as quartas de final de uma Copa do Mundo.

Foco no jogo, não no peso da ocasião

Na véspera da partida, Solbakken pediu que seus jogadores deixem de lado a pressão de enfrentar uma das seleções mais tradicionais do futebol mundial.

"Precisamos jogar a partida, e não as circunstâncias. Precisamos garantir que não joguemos em função da ocasião, mas que simplesmente joguemos a partida", disse.

O treinador também destacou o momento vivido pela equipe norueguesa.

"Agora, temos uma sequência muito boa há bastante tempo e muita confiança", acrescentou.

Comparação entre Haaland e Vinícius Júnior

Ao analisar o elenco brasileiro, Solbakken fez elogios a Vinícius Júnior e comparou o atacante do Brasil ao principal astro da Noruega, Erling Haaland.

"Um [Haaland] é uma máquina, vemos a capacidade de aceleração que ele tem, enquanto o outro é como um bailarino que consegue dançar com a bola", afirmou.

Segundo o treinador, conter os duelos individuais será um dos principais desafios da Noruega.

"Somos uma equipe que não pode ficar esperando o Brasil, pois temos uma mentalidade ofensiva", disse.

Ao mesmo tempo, reconheceu que sua equipe precisará suportar momentos de pressão durante a partida.

"Mas, ao longo de 90 ou 120 minutos contra o Brasil, é preciso defender por períodos mais longos ou mais curtos, e nesses momentos temos de estar no nosso melhor. Caso contrário, eles marcarão o gol", completou.

Histórico favorece os noruegueses

Brasil e Noruega voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo pela segunda vez. O único duelo anterior foi na fase de grupos do Mundial de 1998, na França, quando os europeus venceram por 2 a 1.

No retrospecto geral, a seleção brasileira nunca derrotou a Noruega: são duas vitórias norueguesas e dois empates em quatro confrontos.

*Com informações da AFP

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