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Sul-Americana chega às quartas valorizada: cinco campeões de Libertadores e 'intruso europeu'

Além das equipes mais tradicionais, Torque, do Uruguai, surpreende e representa City Football Group

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 14 de setembro de 2026 às 16h50.

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Assim como vem acontecendo anualmente, a Copa Sul-Americana vem ganhando importância e chamando a atenção pela competitividade técnica entre os clubes. A competição chega valorizada pelo número de times tradicionais e campeões da Copa Libertadores: Boca Juniors x São Paulo, Atlético-MG x Santos, Montevideo City Torque x Cienciano, e Vasco x Independiente Santa Fé.

“A Sul-Americana é muito importante para o Santos na temporada e reposiciona o clube em uma competição internacional. Além da importância esportiva, o torneio também tem impacto financeiro, tanto pelas premiações obtidas a cada fase quanto pelas possibilidades de geração de novas receitas e oportunidades comerciais, contribuindo também para a internacionalização da nossa marca”, afirma o presidente Marcelo Teixeira.

'Intruso europeu'

Se não bastasse isso, a atual fase conta com um intruso "europeu". Fundado recentemente, em 2007, o Montevideo City Torque pertence ao City Football Group, o mesmo conglomerado internacional que administra o Manchester City e outros clubes pelo mundo.

O clube foi adquirido pelo conglomerado em 2017, quando ainda figurava na segunda divisão do país. Em 2020, passou por um processo de rebranding que alterou o nome, as cores e o escudo para o padrão global da franquia, consolidando a identidade visual inspirada no Manchester City.

Logo após a aquisição, o clube conquistou o acesso à elite uruguaia e, apesar de ter enfrentado um rebaixamento, estabeleceu-se como um clube competitivo. Sob a gestão do City Football Group, inaugurou um moderno centro de treinos nos arredores de Montevideu e alcançou marcos históricos significativos, incluindo qualificações inéditas para competições internacionais como a Copa Sul-Americana e a Copa Libertadores.

Além da taça, a Sul-Americana é uma oportunidade para de encher os cofres com novas receitas, afinal, a competição deste ano vai ter premiação recorde, com o campeão recebendo 10 milhões de dólares (R$ 52,2 milhões), e mais de U$ 16 milhões considerando todas as fases até o título. O aumento em relação a 2025 foi quase de 50%, quando o vencedor recebeu 6,5 milhões de dólares.

“O aumento das premiações nas principais competições da América do Sul, como a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana, representa um grande passo para o desenvolvimento do futebol no continente. Com o crescimento das receitas, os clubes passam a ter mais condições de investir em profissionalização e na adoção de boas práticas de governança. Trata-se de uma via de mão dupla: uma gestão profissional financia a performance, que, por sua vez, gera novas premiações”, destaca Moisés Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças no futebol.

Para parceiros da Conmebol, o fato de clubes tradicionais disputarem a competição a tornam tão atraente quanto a Copa Libertadores, pois reúne equipes de vários continentes e conta com o interesse de marcas como Coca-Cola, Powerade, ueno bank, Amstel, Rexona, Mercado Libre, MG Motor, EA SPORTS e Avianca.

“A Conmebol Sul-Americana está cada vez mais relevante no calendário continental e conta com a presença de clubes tradicionais. Esse nível mais alto de disputa eleva o interesse do torcedor e torna o torneio ainda mais competitivo”, afirma Joaquim Lo Prete, general manager da ABSOLUT Sport no Brasil, agência de marketing esportivo.

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