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Seleção brasileira encara Haaland, calor e desfalques por vaga nas quartas

Passar para as quartas de final significa uma inédita vitória sobre a Noruega

Copa do Mundo: Brasil e Noruega se enfrentam nesta domingo, 5 (Al Bello/Megan Brigg/Getty Images/AFP/ Fundo: Imagem gerada por IA/EXAME)

Copa do Mundo: Brasil e Noruega se enfrentam nesta domingo, 5 (Al Bello/Megan Brigg/Getty Images/AFP/ Fundo: Imagem gerada por IA/EXAME)

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 4 de julho de 2026 às 15h42.

A seleção brasileira vai encarar neste domingo, 5, um triplo desafio por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo: uma festejada geração da Noruega liderada por Erling Haaland e Martin Odegaard, uma série de desfalques que têm forçado o técnico Carlo Ancelotti a adotar soluções que não estavam em seu plano original, e as altas temperaturas nos Estados Unidos.

O duelo pelas oitavas de final será disputado no estádio MetLife, em East Rutherford, no estado de Nova Jersey, onde o termômetro deverá facilmente marcar temperaturas acima de 30 graus Celsius em meio a uma onda de calor que tem provocado uma sensação térmica superior a 40 graus. A partida começará às 16h pelo horário local no verão do hemisfério norte (17h de Brasília).

Os problemas de desfalques enfrentados por Carlo Ancelotti começaram antes mesmo da Copa do Mundo. Além de não ter podido convocar Éder Militão, Rodrygo e Estêvão, que estavam lesionados, o treinador italiano iniciou a preparação para o torneio sem Neymar, que ainda se recuperava de uma lesão na panturrilha direita.

Durante a competição, a lista de baixas aumentou. Wesley sofreu uma lesão na coxa esquerda no amistoso contra o Egito e foi cortado da convocação. Já Raphinha machucou a coxa direita na partida contra o Haiti, pela fase de grupos, enquanto Lucas Paquetá lesionou a coxa esquerda no duelo contra o Japão, pelos 16-avos de final.

Fontes da CBF disseram à EFE que o jogador do Flamengo não tem "nenhuma possibilidade" de enfrentar a Noruega, nem de atuar nas quartas, caso o Brasil se classifique.

Por sua vez, Raphinha alimenta mais esperanças de voltar a jogar nesta Copa. Ele pisou no gramado na quinta-feira, sozinho, e na sexta-feira treinou pela primeira vez de chuteiras com os companheiros. No entanto, não terá um retorno forçado e deverá ficar no banco no domingo, sem ser opção para 'Carletto'.

Uma possível volta do camisa 11 poderá ocorrer em eventuais quartas de final contra o vencedor do duelo entre Inglaterra e México.

Ancelotti encontrou o substituto de Raphinha em Rayan, o mais jovem do elenco e titular contra Escócia e Japão. Mesmo sem ter brilhado, o atacante do Bournemouth não deu motivos para ser retirado do time titular.

Há dúvidas sobre o substituto de Paquetá. Danilo Santos, do Botafogo, seria a mudança natural, mas Ancelotti também pode promover a entrada de Gabriel Martinelli, como fez contra o Japão, ou apostar em uma linha de quatro atacantes e escalar Endrick ou Igor Thiago.

Apesar dos desfalques, o Brasil tem evoluído no torneio. A virada sobre o Japão, algo que a seleção não conseguia em uma partida eliminatória de Copa do Mundo desde 2002, contra a Inglaterra, reforçou a confiança do grupo.

"Nossa seleção está mostrando pouco a pouco quem somos", afirmou Matheus Cunha na sexta-feira em entrevista coletiva no hotel onde a seleção está concentrada, em Basking Ridge, no estado de Nova Jersey (EUA).

Tabu contra Noruega

Passar para as quartas de final significa uma inédita vitória sobre a Noruega.

As seleções se enfrentaram quatro vezes, com um surpreendente retrospecto de duas vitórias norueguesas e dois empates.

Após 28 anos de ausência em uma Copa do Mundo, a equipe escandinava agora conta com dois nomes de destaque no cenário internacional: o "arco" Odegaard, que dita o ritmo no meio de campo, e a "flecha" Haaland, que já soma cinco gols nesta edição, atrás de Kylian Mbappé (6) e Lionel Messi (7).

O atacante do Manchester City é uma arma silenciosa, mas tremendamente eficaz. Nos 16-avos de final, contra a Costa do Marfim, esteve desaparecido em campo até aproveitar um passe de Patrick Berg para dar a vitória a seu país aos 41 minutos do segundo tempo.

Mas a Noruega não vive apenas dos dois. Antonio Nusa, que marcou o primeiro gol contra os marfinenses, e Alexander Sorloth são outras perigosas armas ofensivas contra o Brasil, que também terá que lidar com uma defesa alta com faro de gol. Marcus Pedersen e Leo Ostigard já marcaram nesta Copa do Mundo.

"Nós também somos uma equipe forte. Acho que ainda podemos melhorar, ainda podemos fazer melhor e também acredito que podemos derrotar o Brasil", afirmou a jornalistas o goleiro Orjan Nyland.

Poderá amanhã a "remada viking" presente nas arquibancadas entre os torcedores e também nos gramados com os jogadores após as partidas nesta Copa levar o barco norueguês a explorar um mundo desconhecido no futebol, com uma inédita classificação para as quartas de final?

Para que isso aconteça, será preciso encarar um mar bravio: uma seleção brasileira em crescimento e que parece mostrar, milha a milha no torneio, após ter chegado desacreditada, que a maré está virando.

Prováveis escalações:

  • Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Danilo Santos (Gabriel Martinelli); Rayan, Vinícius Júnior e Matheus Cunha.
  • Noruega: Orjan Nyland; Julian Ryerson, Leo Ostigård, Andreas Hanche-Olsen e David Moller Wolfe; Patrick Berg, Sander Berge e Martin Odegaard; Oscar Bobb, Antonio Nusa e Erling Haaland.
  • Árbitro: Ismail Elfath, auxiliado por Corey Parker e Kyle Atkins (EUA)
  • Estádio: MetLife, em East Rutherford (EUA).
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