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SAF de R$ 500 milhões: como o Confiança foi parar na Série D em seu primeiro ano

Clube sergipano fechou parceria com empresa liderada por Rodolfo Landim, mas terminou a Série C na última colocação

Confiança: clube teve grandes investimentos, mas que não responderam dentro de campo (Foto: Divulgação/Confiança)

Confiança: clube teve grandes investimentos, mas que não responderam dentro de campo (Foto: Divulgação/Confiança)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 26 de agosto de 2026 às 07h25.

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A transformação de um clube em Sociedade Anônima do Futebol costuma ser apresentada como uma oportunidade para mudar de patamar. No caso do Confiança-SE, porém, o primeiro capítulo dessa nova fase terminou de maneira bem diferente do esperado.

O clube sergipano confirmou no último sábado, 22, o rebaixamento para a Série D do Campeonato Brasileiro, justamente em sua primeira temporada sob o modelo de SAF. A equipe terminou a Série C na última colocação, mesmo depois de firmar um acordo que prevê R$ 500 milhões em investimentos ao longo de dez anos, segundo informações de A Tarde.

A queda foi confirmada dentro de casa, com a derrota por 1 a 0 para o Anápolis, pela 18ª rodada da primeira fase. O Confiança encerrou sua participação com apenas 13 pontos, resultado de três vitórias, quatro empates e 11 derrotas.

Uma nova era que começou com grandes promessas

A SAF do Confiança foi oficializada em novembro de 2025, quando o clube passou a ser administrado pela LG2, empresa liderada pelo ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim.

O projeto apresentado previa um aporte de R$ 24 milhões nos três primeiros anos de operação. No planejamento de longo prazo, a promessa de investimento chegava a R$ 500 milhões em uma década, segundo A Tarde. A ideia não estava restrita à montagem do time profissional.

Entre os objetivos apresentados estavam a construção de um novo Centro de Treinamento, o fortalecimento das categorias de base e a melhoria da estrutura do clube. No futebol, a expectativa era elevar o nível do elenco e criar condições para uma evolução gradual do Confiança.

Campanha marcada por derrotas

O Confiança passou praticamente toda a Série C convivendo com o risco de rebaixamento. A equipe encontrou dificuldades para transformar o novo projeto administrativo em desempenho esportivo e acumulou derrotas ao longo da competição.

Foram 11 derrotas em 18 partidas, número que ajudou a empurrar o time para a última posição da tabela. A confirmação matemática da queda veio diante da torcida. Contra o Anápolis, o Confiança precisava de um resultado positivo para manter vivas as esperanças de permanência, mas acabou derrotado por 1 a 0.

Com 13 pontos, o clube não conseguiu deixar a zona de rebaixamento e terminou a campanha na lanterna.

Por que Landim decidiu investir no clube?

A ligação de Rodolfo Landim com o Confiança passa por uma relação antiga com Sergipe. Antes de se tornar uma das figuras mais conhecidas da gestão esportiva brasileira, Landim construiu carreira no setor de petróleo. Formado em engenharia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trabalhou durante 26 anos na Petrobras.

Nesse período, ele chegou a morar em Aracaju, capital sergipana. A relação com a cidade permaneceu mesmo depois de sua saída do estado.

A expectativa criada com a chegada da SAF era de crescimento estrutural e esportivo. Em vez disso, o clube terá de disputar a Série D em 2027, uma divisão abaixo daquela em que iniciou o projeto.

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