Fifa: cada cartão amarelo recebido gera multa para a federação da seleção (AFP)
Redatora
Publicado em 9 de julho de 2026 às 05h03.
A campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 também teve impacto financeiro fora de campo. Ao longo da competição, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acumulou cerca de R$ 518 mil em multas aplicadas pela Fifa por causa dos cartões amarelos recebidos pelos jogadores.
Segundo o Código Disciplinar da Fifa, cada cartão amarelo gera uma multa de 10 mil francos suíços, o equivalente a cerca de R$ 64,7 mil na cotação utilizada durante o Mundial. Com oito advertências ao longo da campanha, a CBF deve pagar 80 mil francos suíços à entidade.
O artigo 14 do Código Disciplinar da Fifa estabelece punições financeiras para cartões recebidos durante a Copa do Mundo. As multas são aplicadas à federação responsável pela seleção, e não aos atletas advertidos.
Os valores previstos são:
Essas penalidades são independentes da premiação obtida pela seleção durante o torneio.
A Seleção Brasileira recebeu oito cartões amarelos ao longo da competição:
Ao todo, a CBF teve de pagar 80 mil francos suíços, o equivalente a aproximadamente R$ 518 mil em multas.
Mesmo com esse valor, o Brasil não foi a seleção que mais desembolsou dinheiro em punições disciplinares. Até o encerramento da participação das equipes na Copa, Canadá e Paraguai lideravam o ranking de multas, com aproximadamente R$ 712 mil cada.
O Canadá chegou a esse total após receber 11 cartões amarelos durante o torneio. Já o Paraguai acumulou nove cartões amarelos e uma expulsão direta, o que elevou o valor da punição aplicada pela Fifa.
Além da multa financeira para as federações, os cartões amarelos também podem provocar suspensões por acúmulo de advertências. Na Copa do Mundo de 2026, porém, a Fifa alterou o regulamento em razão do novo formato da competição, que passou a contar com 48 seleções e uma fase extra no mata-mata.
Os cartões passaram a ser zerados em dois momentos: após a fase de grupos e novamente depois das quartas de final.Com isso, nenhum jogador pode ficar fora da semifinal por acúmulo de cartões recebidos nas fases anteriores. A mudança reduz o risco de desfalques nas etapas decisivas, mas mantém as multas financeiras previstas para cada advertência aplicada durante o torneio.