Filipe Luís, ex-técnico do Flamengo (Rodrigo Valle/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 30 de novembro de 2025 às 10h41.
Última atualização em 1 de dezembro de 2025 às 14h56.
A vitória do Flamengo na Libertadores, que venceu sobre o Palmeiras por 1 a 0 no último sábado 29, fez com que um nome fora do campo brilhasse: Filipe Luís, técnico do rubro-negro carioca.
Nono a conquistar o título como jogador e técnico — foi campeão da Libertadores como jogador em 2019 e 2022, enquanto titular contra o River Plate e o Athletico —, Luís é um dos mais mal remunerados entre os principais treinadores da temporada.
Com salário de R$ 300 mil por mês, igual ao valor que já recebia após deixar o sub-20 para assumir a equipe principal, o técnico está longe do topo do ranking, com os treinadores mais bem-remunerados. Ainda assim, esteve entre os que apresentou os melhores números da temporada.
A disparidade salarial é evidente quando comparada aos demais clubes considerados grandes no país. Abel Ferreira, do Palmeiras, tem o maior salário do futebol brasileiro: R$ 3 milhões mensais, dez vezes mais que o rubro-negro. Técnicos de São Paulo, Corinthians, Santos, Atlético-MG, Grêmio, Inter, Cruzeiro, Fluminense, Botafogo e Vasco também recebem valores superiores.
Até Rogério Ceni, ex-treinador do Flamengo e atualmente no Bahia, tem vencimentos muito acima: R$ 1,2 milhão por mês — quatro vezes o salário de Filipe Luís. Entre os clubes da Série A, apenas Rafael Guanaes (Mirassol) e Rodrigo Chagas (Vitória) ganham menos.
Mesmo diante dessa diferença, Filipe Luís recusou recentemente uma proposta milionária do Fenerbahce, que buscava um substituto para José Mourinho. A oferta, que poderia multiplicar seu salário por dez, não foi suficiente para tirá-lo da Gávea — o treinador segue no Flamengo com contrato até 31 de dezembro.