Cristiano Ronaldo vestindo a camisa da seleção de Portugal. (Cole Burston / AFP) (Cole Burston / AFP)
Redator na Exame
Publicado em 15 de setembro de 2026 às 16h42.
RESUMO | O atacante Cristiano Ronaldo integra um consórcio de elite que pretende comprar parte do Al Nassr, da Arábia Saudita, conforme noticiado pelo jornal português A Bola. O grupo, que conta também com Gerry Cardinale (CEO da RedBird Capital) e outros empresários, formalizará uma proposta ao Fundo de Investimento Público (PIF) exigindo um compromisso financeiro de pelo menos US$ 100 milhões (R$ 514,1 milhões) por sócio. Caso se concretize, o astro português acumulará as funções de jogador e co-proprietário do clube, juntando-se a um seleto grupo de atletas e ex-atletas que investem na gestão de equipes de futebol mundialmente.
Cristiano Ronaldo está prestes a dar um passo inédito em sua carreira ao se tornar parte de um consórcio de investidores de peso que tentará adquirir uma fatia acionária do Al Nassr, clube da Arábia Saudita em que joga atualmente.
De acordo com informações do jornal português A Bola, o grupo planeja apresentar formalmente uma proposta ao Fundo de Investimento Público (PIF) nas próximas horas para negociar a possível aquisição de parte do controle societário da instituição.
O projeto de aquisição conta com nomes de forte expressão no mundo corporativo e esportivo, como Gerry Cardinale, CEO da RedBird Capital Partners e proprietário do Milan, além dos empresários Ibrahim Al-Muhaidib, Mohammed Al-Khuraiji e Sharaf Al-Hariri. Para viabilizar a transação e garantir uma injeção robusta de capital na estrutura do Al Nassr, o plano financeiro exige um compromisso mínimo de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 514,1 milhões) por parte de cada um dos cinco integrantes do consórcio.
Caso as negociações avancem positivamente nas reuniões com os representantes do PIF, Cristiano Ronaldo viverá uma situação incomum no futebol de elite: acumular o papel de principal estrela em campo com o de coproprietário do próprio empregador. Movimentos corporativos no esporte não são novidade para o português, que em fevereiro adquiriu 25% do UD Almería, da Espanha, pela CR7 Sports Investments. Contudo, a possibilidade de gerir e atuar simultaneamente no mesmo clube gera debates sobre hierarquia e governança desportiva, levantando discussões jurídicas sobre a relação diária com a comissão técnica e o restante do elenco.
A investida de Cristiano Ronaldo insere o atleta em um movimento cada vez mais comum entre as grandes estrelas do futebol mundial: a transição de atletas para o papel de acionistas e gestores de clubes. Embora assumir a copropriedade do clube onde joga seja raro — cenário que quase ocorreu com Lionel Messi no Inter Miami —, diversos jogadores têm adquirido participações majoritárias ou minoritárias em equipes de diferentes países ao redor do globo.
Atualmente, o cenário global do esporte conta com vários exemplos de atletas ativos ou recém-aposentados que investiram no futebol empresarial:
O ecossistema global também inclui figuras como Gerard Piqué (FC Andorra), Zlatan Ibrahimović (Hammarby IF), N'golo Kanté (Royal Excelsior Virton), Didier Drogba (Phoenix Rising), Thierry Henry e Cesc Fàbregas (Como 1907), e Luka Modrić (Swansea City).
O atacante faz parte de um consórcio de elite que pretende comprar parte das ações do Al Nassr, clube saudita que ele atualmente defende.
O grupo é composto por Gerry Cardinale (CEO da RedBird Capital e dono do Milan) e pelos empresários Ibrahim Al-Muhaidib, Mohammed Al-Khuraiji e Sharaf Al-Hariri.
O plano financeiro estipula um compromisso de no mínimo 100 milhões de dólares (cerca de R$ 514,1 milhões) para cada um dos cinco sócios.
Em fevereiro, o atacante adquiriu 25% do UD Almería, clube da segunda divisão da Espanha, por meio de sua empresa CR7 Sports Investments.
Estrelas como Lionel Messi (Deportivo LSM), Vinícius Junior (FC Alverca), Kylian Mbappé (SM Caen) e David Beckham (Inter Miami e Salford City) também são acionistas de equipes pelo mundo.