Allan: jogador teve passagem nas categorias de base do Figueirense (Cesar Greco/Palmeiras)
Colaboradora
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 19h38.
A transferência de Allan, do Palmeiras para o Manchester City, também movimentará os cofres do Figueirense. Clube que participou da formação do atacante, o time catarinense poderá receber inicialmente entre R$ 3,8 milhões e R$ 4,98 milhões pela negociação.
O valor, porém, não está completamente definido. A quantia final dependerá principalmente do percentual que será reconhecido ao Figueirense pelo mecanismo de solidariedade da Fifa. Além disso, existem compromissos financeiros envolvendo parte dos direitos econômicos que ainda pertencem ao clube.
Se todos os bônus previstos no acordo forem atingidos, a receita do Figueirense poderá chegar a aproximadamente R$ 5,8 milhões, segundo o GE.
O Manchester City desembolsará 40 milhões de euros para contratar o atacante do Palmeiras. Na cotação atual, o negócio equivale a aproximadamente R$ 240 milhões.
Desse montante, 37,5 milhões de euros, cerca de R$ 225,3 milhões, correspondem à parcela fixa. Outros 2,5 milhões de euros estão vinculados a bônus previstos no contrato. É justamente sobre esses valores que será calculada parte da quantia destinada ao Figueirense.
A relação do Figueirense com os direitos econômicos de Allan mudou antes mesmo da transferência para a Inglaterra.
Em abril e maio de 2025, o Palmeiras comprou 20% dos direitos econômicos do atacante que pertenciam ao clube catarinense. A operação custou R$ 1,6 milhão ao clube paulista.
Naquele momento, o Figueirense possuía 30% dos direitos de Allan. Após a negociação, restaram 10% vinculados ao clube.
Considerando apenas os R$ 225,3 milhões da parcela fixa da venda ao Manchester City, os 20% negociados com o Palmeiras em 2025 equivaleriam hoje a aproximadamente R$ 45 milhões. Se todos os bônus forem alcançados, essa fatia poderia chegar a cerca de R$ 48 milhões, de acordo com o GE.
Os 10% que permaneceram com o Figueirense também não representam integralmente dinheiro disponível para o clube.
Segundo o GE, metade dessa participação, equivalente a 5%, estaria comprometida com o pagamento de credores por meio da Justiça. A outra metade, também de 5%, foi utilizada como garantia em uma operação financeira com o Athletico-PR.
Assim, dos cerca de R$ 11,3 milhões correspondentes à participação sobre o valor fixo da venda, sobrariam aproximadamente R$ 3,3 milhões para o Figueirense.
Além da parcela relacionada aos direitos econômicos, o Figueirense também terá direito ao mecanismo de solidariedade da Fifa por ter participado da formação de Allan.
O percentual, entretanto, ainda não está confirmado. Existem dois cenários possíveis: 0,25% ou 0,75% do valor da transferência, dependendo do período de formação do jogador que será reconhecido para o cálculo.