Esporte

Por que a Fifa desistiu de vender ações dos direitos da Copa do Mundo?

Gianni Infantino afirmou que proposta gerou divisões entre as federações e deixou de cumprir seu objetivo

Copa do Mundo: presidente da Fifa desistiu do projeto de vender participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo após reação das confederações. (Imagem gerada com IA/Exame)

Copa do Mundo: presidente da Fifa desistiu do projeto de vender participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo após reação das confederações. (Imagem gerada com IA/Exame)

Publicado em 1 de agosto de 2026 às 09h03.

Priorizar nos meus resultados Google

A Fifa recuou da proposta após enfrentar forte resistência de confederações, federações nacionais e integrantes da própria entidade.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 31, o presidente Gianni Infantino afirmou que o projeto passou a gerar divisões internas e deixou de cumprir seu principal objetivo: fortalecer o futebol mundial.

"Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação", afirmou Infantino.

A iniciativa previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que concentraria os direitos comerciais das principais competições da entidade, como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, permitindo a entrada de investidores privados no negócio.

Em troca da aprovação do projeto, a Fifa prometia ampliar significativamente os repasses às 211 federações filiadas. A entidade estimava elevar a distribuição para US$ 20 milhões por federação no ciclo de 2027 a 2030 — ante os US$ 8 milhões previstos atualmente. Documentos internos também apontavam ofertas que poderiam chegar a US$ 40 milhões para obter apoio político à proposta.

Resistência levou ao recuo

O plano enfrentou oposição de praticamente todas as confederações continentais. Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) manifestaram rejeição pública, enquanto Conmebol, CAF e OFC cobraram esclarecimentos e convocaram reuniões para discutir a proposta. A Uefa chegou a ameaçar um boicote às competições da Fifa caso a iniciativa avançasse.

A resistência também atingiu a cúpula da entidade. Nesta sexta-feira, Carlos Cordeiro, assessor de confiança de Infantino, renunciou ao cargo em protesto contra o projeto. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump negou ter discutido a proposta com o dirigente da Fifa.

Com o recuo, Infantino afirmou que pretende reunir novamente confederações e federações nas próximas semanas para discutir alternativas que fortaleçam o futebol mundial, especialmente nos países que mais dependem do apoio financeiro da entidade.

Acompanhe tudo sobre:Copa do MundoFifa

Mais de Esporte

Os recordes de Lionel Messi com a camisa da Argentina

Em post 'explosivo', Cristiano Ronaldo expõe promessas não cumpridas por Jorge Jesus

Quem pode herdar a camisa 10 e a braçadeira de capitão de Messi?

MP das Bets: além do futebol, os R$ 2,6 bilhões que podem 'sumir' do esporte