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Novo estádio de R$ 35 bilhões aumenta disputa pelo controle do Chelsea

Impasse sobre quem terá o comando do investimento aumenta a tensão entre os acionistas da BlueCo

Todd Boehly: dirigente vive impasse no comando do Chelsea (GLYN KIRK/Getty Images)

Todd Boehly: dirigente vive impasse no comando do Chelsea (GLYN KIRK/Getty Images)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 19 de agosto de 2026 às 10h41.

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A disputa pelo futuro do Chelsea ganhou um novo capítulo e pode ter consequências na estrutura de comando do clube. De acordo com o The Sun, as divergências entre Todd Boehly e a Clearlake Capital sobre a construção de um novo estádio colocaram um investimento de £ 5 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões) no centro do conflito.

A mudança de casa é um projeto defendido pelos principais acionistas do clube. Tanto Boehly quanto a Clearlake Capital, dona da maior participação na BlueCo, entendem que o Chelsea precisa de uma arena mais moderna para ampliar sua capacidade de geração de receitas.

O problema está na forma como o empreendimento seria conduzido. As partes não teriam chegado a um consenso sobre o projeto e, principalmente, sobre quem ficaria responsável pelo controle de um investimento dessa dimensão.

Novo estádio vira ponto de discórdia

De acordo com o The Sun, os dois grupos possuem entendimentos diferentes sobre o futuro do complexo que substituiria Stamford Bridge. A divergência é significativa a ponto de nenhum dos lados demonstrar disposição para comprometer sua parcela do investimento enquanto o outro mantiver influência sobre a construção e sobre as decisões estratégicas do Chelsea.

Dessa forma, um projeto pensado para modernizar a estrutura do clube passou a ocupar um papel central na disputa pelo poder dentro da BlueCo.

A composição acionária também ajuda a explicar o cenário. A Clearlake Capital possui 61,85% da BlueCo, enquanto Boehly e Mark Walter têm 12,8% cada, por meio de uma holding compartilhada.

Mesmo sem deter a maioria das ações, Boehly possui direito de veto em determinadas decisões importantes. A divisão de poderes, portanto, mantém o empresário com influência relevante sobre os rumos do Chelsea.

Boehly pode deixar estrutura do clube

As diferenças entre os acionistas não são recentes. Segundo a publicação inglesa, Clearlake e Boehly negociam há aproximadamente dois anos a possibilidade de um grupo adquirir a participação do outro.

O cenário pode sofrer novas mudanças ao final da temporada, quando termina o atual período de Boehly como presidente do Chelsea. A possível saída de Walter, que também estaria sob investigação de autoridades dos Estados Unidos, adiciona outro elemento à instabilidade na estrutura societária.

Com isso, o projeto do novo estádio se tornou mais do que uma questão de infraestrutura. A definição sobre quem comandará uma obra de aproximadamente R$ 35 bilhões pode ter impacto direto na composição de poder dentro do clube.

Chelsea já recebeu investimentos bilionários

A disputa ocorre quatro anos depois da aquisição do Chelsea pela BlueCo. Em 2022, o grupo desembolsou £ 2,5 bilhões, aproximadamente R$ 17,7 bilhões na cotação mencionada, para comprar o clube de Roman Abramovich.

Além do valor pago pela aquisição, a BlueCo assumiu o compromisso de realizar outros £ 1,75 bilhão, cerca de R$ 12,4 bilhões, em investimentos relacionados ao futebol masculino, futebol feminino e infraestrutura.

Agora, diante da possibilidade de um novo aporte de até £ 5 bilhões, o controle sobre a aplicação dos recursos ganhou ainda mais importância na disputa entre os acionistas.

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