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MotoGP no Brasil lota fanzone e zera estoque de produtos oficiais

Evento em Goiânia reuniu de protótipos de motos à venda de produtos para fãs

Simulador de moto: ativações e experiências entretiveram o público nos intervalos das corridas (MotoGP/Divulgação)

Simulador de moto: ativações e experiências entretiveram o público nos intervalos das corridas (MotoGP/Divulgação)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 23 de março de 2026 às 16h48.

Última atualização em 23 de março de 2026 às 17h38.

* Théo Mariano de Almeida, de Goiânia

O retorno do MotoGP ao Brasil, após mais de duas décadas, mobilizou milhares de fãs no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, e consolidou as ativações de marca como um dos principais motores de engajamento do evento. Além das corridas, a fanzone concentrou experiências que ajudaram a sustentar o público ao longo de todo o dia.

Distribuídas pelo circuito, empresas como Honda, Wurth, Red Bull, CFMoto e Sebrae montaram estruturas que combinaram exposição de produtos, interação e vendas. A estratégia mirou especialmente os intervalos entre as provas, quando o fluxo de visitantes migrou para áreas de convivência e consumo.

O estande oficial do MotoGP esgotou produtos tanto no sábado quanto no domingo, mesmo após reposição de estoque. Com tíquete médio de R$ 180 e itens que ultrapassavam R$ 600, a operação confirmou o apetite do público por produtos licenciados.

“Fizemos duas reposições, mas os itens acabaram rapidamente”, afirmou Larissa Rudes, gerente de produção da loja oficial.

Ativações conectam marcas e público

O Sebrae Goiás apostou em uma estratégia indireta de vendas. A entidade reuniu mais de 170 empresas locais e usou QR Codes para conectar turistas a pequenos negócios. A iniciativa incluiu ainda a promoção de rotas gastronômicas e destinos regionais, como Chapada dos Veadeiros e Pirenópolis.

“Criamos uma ponte entre os visitantes e os empreendedores, mesmo sem comercialização direta no evento”, disse a analista Camilla Carvalho.

Já a Wurth, fornecedora oficial da competição, levou uma van equipada com ferramentas e um espaço de podcast. A proposta foi aproximar a marca de um público técnico e fiel. “Falamos diretamente com clientes que já conhecem ou utilizam nossos produtos”, disse o diretor de negócios Gabriel Silveira.

A Honda, por sua vez, apostou em experiência e exclusividade. O estande exibiu um protótipo ligado ao brasileiro Diogo Moreira, além de oferecer área VIP para clientes. A montadora vendeu cerca de 70% do estoque no primeiro dia e zerou os itens no domingo, segundo Renato Carreira Cruz, gerente de brand promotion, área de promoção de marca.

Outras ativações, como as da Red Bull e de patrocinadoras como KTM e CFMoto, reforçaram o caráter imersivo da fanzone, com brindes, experiências e exposição de motos.

Para Alan Adler, CEO do MotoGP no Brasil, o alinhamento com parceiros faz parte da estrutura do evento. “O entrosamento com patrocinadores está na essência da operação”, afirmou.

Gabriel Silveira, diretor de Negócios Brasil da Wurth, ao lado de Julior Souza, diretor regional Centro-Oeste e Guilherme Souza, gerente de área Grande Goiânia: empresa é fornecedora de ferramentas e montadora oficial da MotoGP

Resultados e desafios na pista

Dentro do circuito, a etapa brasileira marcou a vitória do italiano Marco Bezzecchi, da Aprilia, que liderou a prova desde a largada. A equipe ainda garantiu o segundo lugar com Jorge Martín, enquanto Fabio Di Giannantonio completou o pódio.

No Moto2, Daniel Holgado venceu, seguido por Daniel Muñoz e Manuel Gonzáles. Já no Moto3, o pódio teve Máximo Quiles, Marco Morelli e Veda Pratama.

A corrida principal teve o número de voltas reduzido de 31 para 23 após questões no asfalto, o que impactou diretamente as estratégias das equipes.

A condição da pista gerou observações entre pilotos, sobretudo em relação ao comportamento do novo asfalto em alta velocidade. Diogo Moreira mencionou pontos a serem ajustados, enquanto Maverick Viñales destacou o efeito da mudança repentina no planejamento da corrida.

Mesmo com ajustes necessários, a etapa marcou a retomada do MotoGP no país e já projeta continuidade. A próxima corrida acontece no GP das Américas, em Austin, nos Estados Unidos.

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