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México confirma favoritismo e vence África do Sul por 2 a 0 na estreia da Copa do Mundo

Apesar de protestos externos, seleção mexicana vence África do Sul com gols de Quiñones e Jiménez

Mexico's forward #09 Raul Jimenez celebrates scoring his team's second goal next to teammates midfielder #25 Roberto Alvarado and midfielder #19 Gilberto Mora during the 2026 World Cup Group A football match between Mexico and South Africa at the Mexico City Stadium in Mexico City on June 11, 2026. (Photo by Yuri CORTEZ / AFP)

Mexico's forward #09 Raul Jimenez celebrates scoring his team's second goal next to teammates midfielder #25 Roberto Alvarado and midfielder #19 Gilberto Mora during the 2026 World Cup Group A football match between Mexico and South Africa at the Mexico City Stadium in Mexico City on June 11, 2026. (Photo by Yuri CORTEZ / AFP)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 11 de junho de 2026 às 18h00.

Última atualização em 11 de junho de 2026 às 18h24.

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Mesmo desperdiçando várias oportunidades, o México confirmou seu favoritismo contra a África do Sul e estreou com vitória de 2 a 0, nesta quinta-feira, 11, na Copa do Mundo de 2026.

O Estádio Azteca, na Cidade do México, pulsou internamente com os gols de Quiñones e Jiménez, e externamente com protestos dirigidos à presidente Claudia Sheinbaum, ausente no estádio.

Desde o início, os mexicanos dificultaram a saída de bola da seleção sul-africana, que tentava explorar o entrosamento de cinco titulares do Mamelodi Sundowns, rival do Fluminense no último Mundial de Clubes. O volante Sithole, do Tondela (POR), aproximava-se do trio de zaga para oferecer opção de toques curtos, mas foi presa fácil da marcação mexicana.

Aos nove minutos, em um bote sobre Sithole, o volante mexicano Lira recuperou a bola, que chegou a Quiñones. O atacante do Al Qadsiah, colombiano naturalizado mexicano há três anos, chutou entre as pernas do goleiro Williams e abriu o placar no Azteca.

Enquanto isso, dezenas de manifestantes se confrontaram com a polícia ao redor do estádio, com reinvindicações salariais e cobranças de atuação do governo em casos de vítimas dos cartéis do narcotráfico. Claudia Sheinbaum acompanhou o jogo de um telão em um complexo esportivo no subúrbio da capital, buscando sinalizar empatia com torcedores sem ingresso.

Mesmo atrás no placar, a África do Sul manteve a estratégia de aproximar os volantes Sithole e Mokoena da defesa para sair jogando e buscar passes em profundidade para os laterais Mudau e Modiba. O México continuava a gerar perigo sempre que recuperava a bola, com erros cometidos tanto por Sithole quanto por Mokoena, como um desarme no fim do primeiro tempo que Brian Gutierrez não aproveitou.

Três expulsões

O técnico mexicano Javier Aguirre, que também dirigiu a seleção na estreia contra os sul-africanos na Copa de 2010, demonstrava irritação a cada chance perdida. A situação mudou aos cinco minutos do segundo tempo, quando Sithole cometeu falta em Gutierrez na entrada da área e foi expulso por ser o último homem.

Com a vantagem numérica, Aguirre lançou o jovem atacante Gilberto Mora, de 17 anos, do Tijuana. Pouco depois, o México ampliou o placar com cabeçada de Raul Jiménez, de 35 anos.

A África do Sul ainda sofreu outra expulsão aos 39 minutos: o meia Zwane recebeu cartão vermelho após cotovelada, validada pelo árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio via VAR.

Nos minutos finais, César Montes cometeu falta dura na entrada da área aos 47 minutos e também foi expulso, deixando a África do Sul animada, mas sem conseguir empatar.

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