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Mbappé se recusa a mostrar marca da Budweiser na Copa e dar entrevistas. Quais as consequências?

Eleito por três vezes o melhor em campo na competição, atacante francês se recusa a exibir patrocínios de vida não saudáveis

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Da Redação

5 de dezembro de 2022, 09h54

Autor de dois gols na vitória da França sobre a Polônia, por 3x1, o atacante Mbappé mais uma vez se envolveu em polêmica ao não exibir o logo da marca oficial de cerveja na Copa do Mundo, a Budweiser.

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De acordo com a imprensa francesa, o motivo do boicote é que ele não compactua commarcas que não promovam mestilos de vida não saudáveis, e nisso se insere empresas de fast food, apostas esportivas e bebidas alcoólicas. Ao fazer isso, ele quer ser um bom exemplo para os fãs, especialmente os jovens que o idolatram pelo mundo.

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Mas e o outro lado? Quais os danos que isso pode causar para os patrocinadores que investem milhões?

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Para Armênio Neto, especialista em novos negócios do esporte, e que trabalha com marcas junto a empresas e atletas, a prática de Mbappé não é adequada.

"São decisões particulares de cada atleta e de quem faz a gestão de imagem deles. Mas esconder a marca não é adequado, já que aceitou receber o prêmio e sabia das condições estabelecidas para isso", afirma.

Para Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e organizador do Brasil Ladies Cup, qualquer jogador tem o direito de se posicionar, mas deve haver o bom senso.

"A receita que vem dos patrocinadores é importante para a Copa do Mundo, para a organização, promoção e pagamento das premiações às seleções. Na minha opinião, o atleta tem o direito de se posicionar no seu perfil particular, mas não no ambiente em que se encontrava", aponta.

Em outubro deste ano, o atacante se envolveu em algo parecido ao questionar a Federação Francesa de Futebol em relação ao contrato dos direitos de imagem dos jogadores de seu país, se recusado a participar de uma sessão de fotos em evento realizado com patrocinadores da seleção francesa - a alegação é que ele não quer estar relacionado a empresas de casas de apostas e fast food.

"Os danos podem ser irremediáveis, por isso que investir num staff preparado para orientar o atleta desde a base precisa ser visto como investimento. A construção de imagem dentro e fora de campo é constante, por mais que o jogador já tenha envergadura, por exemplo, de se comunicar por meio de suas redes sociais. Ainda assim, é necessário ter uma equipe que o auxilie", aponta Renê Salviano, CEO da agência Heatmap, especialista em marketing esportivo.

Outra regra que vem sendo quebrada por Mbappé tem a ver com as entrevistas pós jogo. Ao ser eleito o Man of The Match pela FIFA, o jogador tem por obrigação falar com a imprensa atrás do banner oficial da competição. Mas Mbappé tem evitado isso para não causar polêmicas, e a punição é o pagamento de uma multa.

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