Senegal: jogadores sentiram bastante a derrota de virada para a Bélgica ((Foto: Emilee Chinn / Getty Image)
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Publicado em 3 de julho de 2026 às 06h24.
As fase de 16avos da Copa do Mundo de 2026 reservaram um roteiro curioso para as seleções africanas. Em três confrontos contra equipes europeias, o minuto 86 marcou o início da derrota ou da eliminação de representantes do continente.
Costa do Marfim, República Democrática do Congo e Senegal sofreram gols decisivos justamente aos 41 minutos do segundo tempo, transformando o número em uma espécie de "maldição" neste início do mata-mata.
Até agora, apenas Marrocos conseguiu escapar desse destino diante de uma seleção europeia, enquanto a África do Sul caiu para o Canadá, único país não europeu a eliminar um africano nesta fase.
O primeiro caso aconteceu no duelo entre Costa do Marfim e Noruega.
Antonio Nusa abriu o placar para os noruegueses ainda no primeiro tempo, mas Amad Diallo deixou tudo igual aos 29 minutos da etapa final. Quando o jogo caminhava para a prorrogação, Erling Haaland apareceu aos 86 minutos para marcar o gol da vitória por 2 a 1.
Com o resultado, a Noruega avançou às oitavas de final e manteve vivo o sonho de alcançar uma campanha inédita no Mundial. Agora, enfrenta o Brasil, no domingo, 5, às 17h, de Brasília.
A República Democrática do Congo esteve muito perto de surpreender a Inglaterra.
Brian Cipenga colocou os africanos em vantagem logo no início da partida, enquanto o goleiro Lionel Mpasi acumulava grandes defesas e sustentava o placar por boa parte do jogo.
Harry Kane empatou aos 75 minutos e, novamente aos 86, apareceu para marcar um golaço de fora da área, garantindo a virada inglesa por 2 a 1.
Além de classificar a Inglaterra, o atacante alcançou mais um feito histórico ao superar Pelé na lista de maiores artilheiros da história das Copas do Mundo.
O roteiro se repetiu no confronto entre Bélgica e Senegal.
A seleção africana chegou a abrir 2 a 0, com gols de Habib Diarra e Ismaïla Sarr, e caminhava para uma classificação histórica.
Mas a reação belga começou justamente aos 86 minutos, quando Romelu Lukaku diminuiu a vantagem. Três minutos depois, Youri Tielemans empatou a partida, levando o confronto para a prorrogação.
Nos acréscimos do tempo extra, Tielemans sofreu um pênalti, cobrou a penalidade e decretou a virada por 3 a 2, eliminando Senegal.
Entre os africanos, Marrocos foi quem conseguiu escapar da sequência de decisões dramáticas.
Após sair atrás da Holanda, a equipe empatou aos 91 minutos com Issa Diop, levou a partida para a prorrogação e garantiu a classificação nos pênaltis por 3 a 2.
A África do Sul também sofreu um gol nos acréscimos, mas diante do Canadá. Stephen Eustáquio marcou aos 91 minutos e definiu a eliminação sul-africana por 1 a 0.
Apesar das histórias diferentes, todos os confrontos tiveram um ponto em comum: os momentos decisivos aconteceram apenas na reta final das partidas.
A sexta-feira, 3, marca o encerramento da fase de 16avos, com Cabo Verde, Egito, Argélia e Gana ainda em campo.
As quatro seleções entram em busca da classificação, mas também carregam a missão simbólica de interromper a curiosa sequência que transformou o minuto 86 em um dos personagens mais marcantes do mata-mata da Copa do Mundo de 2026.