Shaq virou um dos jogadores mais buscados por colecionadores de cards nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)
Redator na Exame
Publicado em 23 de setembro de 2026 às 14h09.
RESUMO | Quinze anos após sua aposentadoria das quadras, o lendário pivô Shaquille O'Neal vive uma explosão surpreendente de popularidade no mercado de cartões esportivos de colecionador, com buscas e preços disparando no eBay.
O mercado de cartões colecionáveis de basquete está testemunhando um fenômeno curioso em torno de uma das maiores personalidades da história da NBA. Quinze anos após disputar sua última partida oficial, Shaquille O'Neal se tornou o centro das atenções de investidores e colecionadores, experimentando o que especialistas chamam de "o grande renascimento" de seus itens comerciais. Frequentemente considerado subvalorizado no mercado de colecionáveis em relação aos seus quatro anéis de campeão e seu impacto cultural, o ex-jogador viu sua demanda explodir nas principais plataformas digitais de troca e leilão.
De acordo com dados do marketplace do eBay, O'Neal encerrou o mês de agosto como o quinto atleta mais pesquisado na plataforma, ficando atrás apenas de gigantes e novos fenômenos como Michael Jordan, Shohei Ohtani, Kobe Bryant e Cooper Flagg. As buscas por "Shaq" saltaram impressionantes 170% em agosto na comparação com julho, superando com folga o crescimento de qualquer outro jogador da liga. Esse engajamento massivo refletiu diretamente nos preços: praticamente todos os cartões de novato (rookie cards) de O'Neal lançados na temporada 1992-93 valorizaram drasticamente, acumulando altas de 150% até quase 400% em relação aos patamares do ano passado.
Segundo o The Athletic, o impacto financeiro dessa onda nostálgica pode ser medido em valores concretos de vendas recentes validadas por plataformas de preços como o Market Movers. Um cartão de novato 1992-93 Topps Stadium Club de O'Neal com a cobiçada nota máxima de conservação PSA 10, que era negociado por cerca de US$ 83 (aproximadamente R$ 460) em setembro do ano passado, saltou para quase US$ 400 (cerca de R$ 2.220). Casos ainda mais extremos envolvem o clássico 1992-93 Upper Deck #1 com certificação PSA 10, que era vendido por US$ 2.880 (cerca de R$ 15.960) em outubro de 2025 e recentemente alcançou a marca estratosférica de US$ 7.500 (aproximadamente R$ 41.580) em leilões online.
Especialistas apontam que a guinada não é fruto de um único evento esportivo isolado, mas sim de uma mudança estrutural no comportamento dos colecionadores. Com o encarecimento dos itens de astros como Michael Jordan e Kobe Bryant, colecionadores têm migrado o foco para o segundo escalão de lendas consagradas. Além disso, a falta de apelo nas estrelas novatas da NFL e a força da nostalgia pelos anos 90 fizeram com que outros grandes nomes daquela geração também disparassem no mercado.
Desde setembro de 2025, cartões de novato em excelente estado de conservação de nomes como Tim Duncan (alta de 353%), Allen Iverson (260%) e Kevin Garnett (115%) registraram valorizações massivas.
O mercado de cartões colecionáveis esportivos nos Estados Unidos vive uma fase de expansão, consolidando-se como uma indústria multibilionária que atrai tanto entusiastas nostálgicos quanto investidores institucionais. Hoje, o mercado é avaliado globalmente em mais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 55,5 bilhões) e com projeções de superar os US$ 20 bilhões (cerca de R$ 111 bilhões) na próxima década.
O ressurgimento do interesse é impulsionado por uma onda de nostalgia no colecionismo e pela busca de alternativas mais acessíveis aos itens caríssimos de Michael Jordan e Kobe Bryant.
As buscas pelo ex-jogador dispararam 170% em agosto em comparação ao mês anterior, posicionando-o como o quinto atleta mais pesquisado na plataforma.
Peças avaliadas com nota máxima (PSA 10), como a clássica 1992-93, chegaram a ser comercializadas por até US$ 7.500 (cerca de R$ 41.580) recentemente.
Sim. Nomes como Tim Duncan, Allen Iverson e Kevin Garnett registraram saltos de preço entre 115% e 353% em suas cartas de novato no último ano.
Conselhos de criadores de conteúdo e colecionadores experientes apontam que apostar em lendas com carreiras encerradas elimina os riscos de perdas de valor associados a lesões ou quedas de rendimento de atletas ativos.