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Jornalista argentino critica João Fonseca após nova desistência: 'Geração de vidro'

Tenista brasileiro voltou a abandonar uma partida por problemas físicos e acendeu debate sobre sua condição física

João Fonseca: atleta foi criticado após desistir de competição por dores (Dimitar Dilkoff/AFP)

João Fonseca: atleta foi criticado após desistir de competição por dores (Dimitar Dilkoff/AFP)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 18 de agosto de 2026 às 21h58.

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A nova desistência de João Fonseca no circuito profissional provocou críticas na imprensa argentina. O jornalista Danny Miche, da Fox Sports Argentina, questionou a sequência de problemas físicos enfrentados pelo brasileiro e usou o termo “geração de vidro” para se referir ao tenista.

A declaração aconteceu depois de Fonseca abandonar o Masters 1000 de Cincinnati por causa de dores abdominais. Foi a quarta vez na temporada de 2026 que o brasileiro não conseguiu completar uma partida ou compromisso no circuito por problemas físicos.

Antes de Cincinnati, Fonseca já havia deixado partidas por diferentes motivos. Na Austrália, sofreu com dores na região lombar. Em Hamburgo, o problema foi no punho, enquanto em Eastbourne o brasileiro precisou abandonar por uma lesão no ombro.

A sequência fez com que o comentário de Miche repercutisse entre torcedores e pessoas que acompanham o tênis sul-americano. O jornalista é conhecido pela cobertura do circuito profissional e também costuma acompanhar o Rio Open.

Fonseca entra em debate sobre desgaste físico

A situação do brasileiro reacendeu uma discussão que acompanha parte da nova geração do tênis: como equilibrar a exigência de um calendário cada vez mais intenso com a necessidade de preservar o físico.

Fonseca já passou por diferentes períodos de interrupção ao longo de 2026. A frequência dos problemas levantou questionamentos sobre sua preparação e sobre a capacidade de suportar a sequência de partidas e viagens do circuito.

O caso, porém, não é isolado entre os principais jovens do esporte. Outros nomes de destaque também enfrentaram dificuldades físicas durante a temporada.

Carlos Alcaraz passou por uma série de interrupções recentes na carreira. O espanhol já enfrentou problemas no punho e diferentes lesões musculares e, em 2026, ficou afastado durante meses.

O período fora das quadras fez com que o atual campeão espanhol perdesse competições importantes do calendário, incluindo o Masters 1000 de Roma, Roland Garros e Wimbledon.

Patrick Mouratoglou, treinador de Alcaraz, também manifestou preocupação com a falta de ritmo provocada pelas pausas e com a maneira como o corpo do espanhol responde depois de períodos prolongados sem competir.

Na última sexta-feira, 14, Alcaraz completou quatro meses sem disputar um torneio profissional. A expectativa é que o espanhol tente retornar justamente no US Open.

Sinner também precisou parar

Jannik Sinner, líder do ranking mundial, é outro exemplo da dificuldade de administrar o desgaste físico no circuito. O italiano enfrentou problemas no joelho e decidiu não seguir no Masters 1000 de Cincinnati.

A escolha aconteceu em um momento estratégico da temporada, próximo do US Open. A prioridade de Sinner foi preservar as condições físicas para o Grand Slam americano, evitando transformar um problema pontual em uma lesão de maior gravidade.

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