Esporte

Jogadores recebem da CBF? Entenda como funciona o pagamento a atletas convocados para a Seleção

Clubes brasileiros e europeus podem faturar milhões com jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026; Flamengo lidera a lista entre os times do Brasil

Copa do Mundo: jogadores não recebem salário para defender a seleção (Ulrik Pedersen/Defodi Images/Getty Images)

Copa do Mundo: jogadores não recebem salário para defender a seleção (Ulrik Pedersen/Defodi Images/Getty Images)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 24 de maio de 2026 às 06h16.

A convocação para a seleção brasileira não movimenta apenas o lado esportivo. Clubes e jogadores ficam envolvidos em uma situação financeira importante durante períodos de Data Fifa e, principalmente, na Copa do Mundo.

Mas, afinal, os atletas convocados recebem salário da CBF durante os jogos do Brasil? A resposta é não.

Mesmo servindo à Seleção, os jogadores continuam com seus salários pagos normalmente pelos clubes aos quais têm contrato. A relação entre atleta e Confederação Brasileira de Futebol funciona de maneira diferente da estabelecida com as equipes empregadoras.

Como funciona o vínculo com a Seleção?

Quando um jogador é convocado, o contrato profissional com seu clube é temporariamente interrompido para que ele possa prestar serviço à seleção nacional.

Nesse período, a CBF mantém apenas uma relação de prestação de serviço com o atleta. Ou seja, não existe vínculo empregatício formal entre a entidade e o jogador.

Apesar disso, a confederação pode oferecer premiações e bônus financeiros ligados a metas esportivas, como classificação, campanhas ou títulos.

Outro ponto importante é que, juridicamente, o atleta não é obrigado a aceitar uma convocação. Embora recusas sejam raras no futebol profissional, o jogador tem o direito de abrir mão da chamada por vontade própria.

Fifa paga compensação aos clubes

Se os atletas não recebem salários da CBF, os clubes acabam sendo compensados pela Fifa durante a Copa do Mundo.

A entidade máxima do futebol paga cerca de US$ 11 mil por dia para cada jogador convocado enquanto ele estiver à disposição de sua seleção no Mundial. Na cotação atual, o valor gira em torno de R$ 53,8 mil diários.

A medida funciona como uma compensação financeira pelo período em que os clubes ficam sem utilizar seus atletas.

No cenário mais curto possível, com eliminação ainda na fase de grupos, cada jogador pode render aproximadamente US$ 250 mil ao seu clube, valor próximo de R$ 1,2 milhão.

Caso a seleção avance às fases eliminatórias, a compensação aumenta proporcionalmente, já que o pagamento diário continua durante toda a permanência no torneio.

Flamengo lidera entre os brasileiros

Entre os clubes com jogadores convocados para a seleção brasileira de Carlo Ancelotti, o Flamengo aparece como o principal beneficiado financeiramente.

O Rubro-Negro teve quatro atletas chamados: Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá. Apenas considerando os brasileiros convocados, o clube pode arrecadar cerca de US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5 milhões.

Além deles, o Flamengo ainda pode ampliar os valores caso jogadores estrangeiros do elenco sejam confirmados por suas respectivas seleções.

Veja quanto cada clube pode receber

  • Flamengo: US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá.
  • Arsenal: US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) por Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli.
  • Zenit: US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) por Douglas Santos e Luiz Henrique.
  • Grêmio: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Weverton.
  • Botafogo: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Danilo Santos.
  • Santos: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Neymar.
  • Liverpool: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Alisson.
  • Fenerbahçe: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Ederson.
  • Roma: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Wesley.
  • Juventus: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Bremer.
  • Al-Ahli: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Ibañez.
  • PSG: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Marquinhos.
  • Newcastle: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Bruno Guimarães.
  • Manchester United: US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) por Casemiro e Matheus Cunha.
  • Al-Ittihad: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Fabinho.
  • Lyon: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Endrick.
  • Brentford: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Igor Thiago.
  • Barcelona: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Raphinha.
  • Bournemouth: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Rayan.
  • Real Madrid: US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por Vinicius Jr.

Os valores apresentados consideram apenas o cenário mínimo de participação na Copa do Mundo, com queda ainda na fase de grupos. Caso o Brasil avance no torneio, os números podem aumentar significativamente.

Convocação também impacta planejamento dos clubes

Além do aspecto financeiro, as convocações mexem diretamente com o planejamento esportivo das equipes.

Clubes perdem atletas por longos períodos, monitoram desgaste físico e precisam reorganizar calendários durante o Mundial. Em muitos casos, há contato constante entre departamentos médicos das seleções e das equipes para acompanhamento dos jogadores ao longo da competição.

Em contrapartida, uma Copa do Mundo valorizada também pode representar retorno técnico, financeiro e de mercado para os clubes envolvidos.

Acompanhe tudo sobre:Copa do MundoFutebol

Mais de Esporte

Quem é Mauricio Pochettino? Técnico argentino tenta levar os EUA às quartas da Copa

Como a derrota de Portugal ajudou o Brasil a evitar um vexame ainda pior na Copa

Balogun joga hoje? Jogador teve expulsão revertida pela Fifa após 'bronca' de Trump

Estados Unidos x Bélgica: veja as escalações confirmadas para o jogo de hoje da Copa