Deschamps: técnico está no comando da França desde 2012 ( (Foto: Franck Fife / AFP))
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Publicado em 15 de julho de 2026 às 15h23.
A eliminação da França para a Espanha na semifinal da Copa do Mundo provocou uma forte reação da imprensa do país. Depois de semanas de entusiasmo com a campanha invicta e da expectativa de disputar a decisão justamente no Dia da Bastilha, os principais jornais franceses estamparam capas duras, lamentaram o desempenho da equipe e reconheceram que a seleção espanhola foi amplamente superior.
O tradicional L'Équipe resumiu o sentimento em uma única palavra na capa: "Demolidos". Na análise da partida, o jornalista Vincent Duluc classificou a atuação francesa como um "desastre", tanto pelo desempenho em campo quanto pela estratégia adotada. Para ele, a equipe sequer conseguiu competir de igual para igual e acabou traindo toda a expectativa criada durante a campanha no Mundial.
Segundo o diário esportivo, os comandados de Didier Deschamps demonstraram inferioridade física, cometeram erros técnicos e, principalmente, pareceram sentir o peso emocional da semifinal, sem conseguir reagir ao domínio imposto pela Espanha.
No Le Monde, o tom também foi de frustração. O jornal descreveu a eliminação como uma "queda brutal e dolorosa", destacando que a campanha construída até então fazia os torcedores acreditarem que a França tinha plenas condições de voltar à final da Copa do Mundo.
Para a publicação, o revés representou um fracasso coletivo, incompatível com o nível apresentado pela equipe nas fases anteriores da competição.
Outros veículos seguiram a mesma linha. O regional La Voix du Nord afirmou que a semifinal "permanecerá como um pesadelo", enquanto o Ouest-France estampou em sua capa a frase "O fim do sonho americano", acompanhada por uma imagem de Kylian Mbappé visivelmente abatido.
Já o Libération resumiu a sensação nacional afirmando que a seleção "caiu de muito alto".
Apesar das críticas ao desempenho francês, boa parte da imprensa fez questão de destacar que a derrota também passou pelo excelente futebol apresentado pela Espanha.
No Le Figaro, o jornalista Baptiste Desprez escreveu que os Bleus foram sufocados durante praticamente toda a partida e não conseguiram desenvolver o futebol mostrado ao longo do torneio. Segundo ele, a França encontrou um adversário superior em todos os aspectos do jogo.
"O mais forte venceu", resumiu o periódico, reconhecendo que a equipe de Luis de la Fuente controlou a semifinal do início ao fim e impôs uma derrota difícil de contestar.
Depois de chegar ao confronto cercada por enorme confiança e pela expectativa de disputar mais uma final mundial, a França deixa os Estados Unidos sob um sentimento raro na era Deschamps: o de que, desta vez, foi completamente dominada por um adversário melhor.