Mamadou Sarr: Jovem defensor do Chelsea encara a França com a missão de manter viva uma das maiores histórias do futebol senegalês (AFP)
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Publicado em 16 de junho de 2026 às 13h01.
O duelo entre França e Senegal, nesta terça-feira, 16, às 16h, pela estreia das seleções na Copa do Mundo de 2026, carrega um ingrediente especial para o zagueiro Mamadou Sarr.
Aos 20 anos, o defensor sonha em repetir uma história que marcou a carreira de seu pai e entrou para a memória do futebol africano.
Mamadou é filho de Pape Sarr, ex-meio-campista que fez parte do elenco senegalês responsável por uma das maiores surpresas da história dos Mundiais.
Em 2002, na Coreia do Sul e no Japão, Senegal estreou em Copas derrotando a então campeã mundial França por 1 a 0.
Naquela edição, Senegal disputava sua primeira Copa do Mundo e caiu em um grupo considerado um dos mais difíceis do torneio, ao lado de França, Dinamarca e Uruguai. Os africanos avançaram às oitavas de final na segunda colocação, atrás apenas dos dinamarqueses. No mata-mata, eliminaram a Suécia antes de serem derrotados pela Turquia nas quartas de final.
Nascido na França, Mamadou Sarr construiu sua formação no futebol francês e passou pelas seleções de base do país europeu. Apesar disso, escolheu representar Senegal no futebol profissional.
A decisão teve influência direta da relação com as origens familiares. O defensor revelou que sempre manteve contato com o país africano e ouviu conselhos do pai antes de definir qual seleção defenderia.
Considerado uma das principais promessas do futebol senegalês, Mamadou ganhou projeção no futebol europeu e foi contratado pelo Chelsea em 2025.
A expectativa é que Sarr seja titular justamente no confronto mais simbólico possível para sua trajetória internacional.
Além da responsabilidade de enfrentar uma das favoritas ao título, o zagueiro terá pela frente o desafio de construir a própria história sem viver apenas à sombra do passado familiar.
O reencontro entre França e Senegal acontece 24 anos após a histórica partida de abertura da Copa de 2002. Naquele momento, os franceses chegaram ao Mundial como campeões do mundo e da Eurocopa, mas acabaram surpreendidos pelos africanos.
Agora, Senegal tenta novamente desafiar o favoritismo francês. E, desta vez, conta com um personagem que carrega no sobrenome uma das lembranças mais marcantes daquele triunfo histórico.
Além da estreia contra a França nesta terça-feira, às 16h, a seleção do Senegal vai enfrentar a Noruega na próxima segunda-feira, 22, às 21h e o Iraque na sexta-feira, 26, às 16h.