Cerimônia que marca a abertura oficial da primeira edição internacional do EWC
Repórter
Publicado em 10 de julho de 2026 às 10h00.
Última atualização em 10 de julho de 2026 às 10h01.
PARIS* - A Esports World Cup (EWC) 2026 começou oficialmente em Paris, na França, com uma cerimônia de abertura realizada no La Seine Musicale, que reuniu jogadores, clubes de eSports, publishers, parceiros, criadores de conteúdo e fãs para marcar a primeira edição internacional do torneio.
O evento deu início a sete semanas de disputas que reunirão mais de 2.000 jogadores, 200 clubes e representantes de mais de 100 países. Ao todo, serão 25 torneios distribuídos em 24 jogos, com uma premiação recorde de US$ 75 milhões.
A Copa dos eSports fugiu da guerra. Agora quer virar o próximo grande negócio do esporteA cerimônia combinou apresentações musicais, narrativa cinematográfica, tecnologia e referências à cultura parisiense para apresentar a cidade como sede de um novo capítulo da competição. Desde os primeiros momentos, a produção destacou a trajetória dos atletas até a Esports World Cup e conectou os eSports à identidade cultural de Paris por meio de apresentações de Aya Nakamura, Theodora, DJ Snake e Mosimann.
As performances foram acompanhadas por uma produção que integrou música orquestral, dança, realidade aumentada, cenografia em grande escala e efeitos visuais cinematográficos.
Entre os principais momentos da noite esteve a apresentação do troféu do Club Championship, antes da entrada no palco de representantes das principais organizações de eSports do mundo, marcando oficialmente o início da disputa pelo título de melhor clube da competição.
A programação começou com um pré-show voltado aos esportes eletrônicos, comandado por Doigby, antes da cerimônia principal, desenvolvida tanto para o público presente no La Seine Musicale quanto para milhões de espectadores que acompanharam a transmissão ao redor do mundo. DJ Snake encerrou a transmissão global antes de realizar uma apresentação estendida para o público presente, seguida pelo show de encerramento de Mosimann.
“A Cerimônia de Abertura é a nossa forma de dar as boas-vindas ao mundo – de mostrar que nosso evento histórico está aberto a todos”, declarou Mike McCabe, vice-diretor executivo e diretor de operações da Esports Foundation.
“Ao trazermos a EWC 2026 para Paris pela primeira vez, queríamos celebrar a cidade por meio de artistas que ajudaram a moldar a música e a cultura na França de hoje. Aya Nakamura, DJ Snake e Theodora representam, cada um, algo diferente, mas, juntos, refletem a criatividade e a influência que fazem de Paris um lugar tão especial para sediar este evento.”
Conhecida internacionalmente por reunir influências de R&B, afrobeats, zouk e pop francês contemporâneo, Aya Nakamura levou ao palco uma apresentação inspirada no espírito da Esports World Cup.
DJ Snake, que iniciou sua carreira na cena eletrônica underground de Paris antes de colaborar com artistas como Justin Bieber, Lady Gaga e Pitbull, também integrou a programação da abertura.
Já Theodora, conhecida como "Miss Kitoko", representou a nova geração da música francesa. A artista acumula milhões de reproduções nas plataformas digitais ao combinar rap, pop e música de boate com referências ligadas à cultura digital.
O encerramento ficou por conta de Mosimann. O DJ, produtor e artista suíço naturalizado francês apresentou um set ao vivo para o público em Paris. Sua série viral "Dream Track" ultrapassou 280 milhões de visualizações e originou lançamentos oficiais e a turnê "Dream Tour". O artista também mantém residência em Ibiza neste verão europeu e tem apresentações programadas no Tomorrowland, na Bélgica.
Durante toda a cerimônia, o público também conheceu o Hino Orquestral da EWC 2026, desenvolvido em parceria com a 2WEI Music e a Hollywood Scoring. A composição foi criada para representar musicalmente a trajetória de jogadores e torcedores durante toda a competição, das eliminatórias até a grande final, e será utilizada tanto na cerimônia de abertura quanto nas transmissões oficiais do torneio.
Com o espetáculo de abertura concluído, a Esports World Cup volta agora sua atenção às competições. Ao longo das próximas semanas, os principais jogadores do cenário competitivo disputarão partidas diariamente em diferentes arenas espalhadas pela capital francesa, enquanto os clubes buscarão conquistar o título do Campeonato de Clubes da Esports World Cup.
O torneio é uma realização da Esports Foundation (EF), uma organização sem fins lucrativos comprometida com o crescimento sustentável dos eSports em escala global. Sua missão é elevar o patamar da modalidade, impulsionar jogadores e jogadoras e contribuir para um futuro em que os eSports estejam entre os esportes mais celebrados do mundo.
Principal iniciativa da Esports Foundation, a Esports World Cup (EWC), é a maior celebração internacional dos jogos competitivos. Construída em torno dos principais títulos, dos melhores jogadores, das maiores organizações e de premiações transformadoras, a EWC apresenta um formato inovador multiplataforma. Pela primeira vez, as principais organizações de eSports do mundo competem em diferentes modalidades em busca do maior reconhecimento da competição: o título do EWC Club Championship e um lugar permanente na história dos eSports.
O Brasil chega ao torneio com representantes em diversas modalidades. Organizações tradicionais como FURIA, paiN Gaming, LOUD, Fluxo, Team Liquid, Imperial, RED Canids e w7m disputam vagas ou entram diretamente em diferentes campeonatos da Esports World Cup, dependendo do jogo. A expectativa também é de participação brasileira em modalidades como Free Fire, Rainbow Six Siege, Counter-Strike 2, Valorant, League of Legends e EA Sports FC 26.
A premiação de US$ 75 milhões supera o recorde estabelecido pela edição anterior e reforça o crescimento financeiro dos esportes eletrônicos. O valor será dividido entre as competições individuais, o Club Championship e bônus destinados aos atletas e organizações participantes.
Além da disputa esportiva, a Esports World Cup também se consolidou como uma das principais vitrines da indústria global de games, reunindo fabricantes, desenvolvedoras, patrocinadores e criadores de conteúdo durante quase dois meses de programação.
*O jornalista viajou a Paris a convite da Esports Foundation.