Com 60 gols pela seleção, Haaland é ídolo, mas não é o maior atleta da Noruega (Reprodução/Redes Sociais)
Redação Exame
Publicado em 4 de julho de 2026 às 18h07.
Com 60 gols em 53 jogos pela seleção norueguesa, Erling Haaland lidera a artilharia e faz a Noruega sonhar com o título de campeã do Mundo 2026. Mas o atacante do Manchester City está longe de ser o maior esportista do país — título que pertence a alguém que nunca pisou em um gramado.
O verdadeiro GOAT norueguês está no tabuleiro.O posto de maior esportista da Noruega, para muitos, cabe a Magnus Carlsen, de 35 anos, considerado um dos maiores enxadristas de todos os tempos.
Nenhum rival chegou perto de ameaçar Carlsen na última década e meia. O norueguês acumula 21 títulos mundiais, somando xadrez clássico e modalidades rápidas, e se transformou em um fenômeno pop em seu país: o chamado "Efeito Magnus" ajudou a tornar o jogo milenar em uma febre nacional, com cerca de 25% da população norueguesa — 1,4 milhão de pessoas — cadastrada no Chess.com, maior plataforma de xadrez online do mundo.
O próprio Haaland parece ter sido contagiado pelo fenômeno Carlsen. Há poucos meses, o atacante investiu um valor milionário no Total Chess World Championship Tour, novo circuito que estreia em 2027 com premiação de até 2,7 milhões de dólares — e que terá justamente Carlsen como principal atração.
A aproximação entre os dois não é de hoje: ainda no Borussia Dortmund, Haaland posou ao lado do enxadrista no gramado do Signal Iduna Park.
Muitos especialistas consideram Carlsen superior ao norte-americano Bobby Fischer e ao azerbaijano Garry Kasparov, ícones que definiram épocas do xadrez mundial.
Fischer marcou a história ao vencer, em 1972, o "Duelo do Século" contra Boris Spassky, encerrando a hegemonia soviética e se tornando o primeiro campeão mundial nascido nos Estados Unidos, em plena Guerra Fria.
Kasparov, por sua vez, manteve a pontuação mais alta da história por duas décadas — até ser superado pelo próprio Carlsen, em 2014 — e ficou famoso pelos duelos contra o supercomputador Deep Blue, da IBM, nos anos 1990.
*Com informações de O Globo