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Dos veteranos às promessas: os números curiosos dos elencos da Copa do Mundo de 2026

Mundial reunirá 1.248 jogadores de 48 seleções, com Messi, Cristiano Ronaldo e jovens talentos dividindo os holofotes

Lionel Messi: atacante será um dos mais velhos do torneio (Buda Mendes/Getty Images)

Lionel Messi: atacante será um dos mais velhos do torneio (Buda Mendes/Getty Images)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 7 de junho de 2026 às 06h25.

A Copa do Mundo de 2026 entrará para a história como a maior já realizada. Com a ampliação para 48 seleções, o torneio reunirá 1.248 jogadores de diferentes gerações, nacionalidades e trajetórias, formando um mosaico que reflete a globalização do futebol moderno.

Entre jovens promessas que ainda nem completaram 18 anos e veteranos que acumulam quase duas décadas defendendo suas seleções, os elencos confirmados para a competição revelam algumas curiosidades que ajudam a dimensionar a diversidade do Mundial que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.

Gigantes europeus dominam lista de convocados

Quando o assunto é fornecimento de atletas para as seleções, os principais clubes do futebol mundial continuam exercendo protagonismo.

O Manchester City aparece no topo da lista, com 19 jogadores convocados para representar 12 países diferentes. Logo atrás surgem Bayern de Munique, Paris Saint-Germain e Arsenal, reforçando o domínio das grandes potências europeias na composição dos elencos da Copa.

Uma das maiores surpresas, porém, envolve o Real Madrid. Acostumado a figurar entre os clubes com maior presença em torneios internacionais, o time espanhol teve apenas dez atletas convocados, número semelhante ao de equipes como PSV Eindhoven e Slavia Praga.

O dado chama ainda mais atenção pelo fato de nenhum jogador merengue ter sido chamado para defender a seleção espanhola.

Premier League lidera presença entre as ligas

A força financeira e esportiva da Inglaterra também se reflete nos números do torneio. A Premier League será a competição nacional mais representada da Copa do Mundo, com mais de 150 jogadores convocados.

O volume é significativamente superior ao registrado por outras grandes ligas europeias e confirma a capacidade do campeonato inglês de atrair talentos de praticamente todos os continentes.

A presença inglesa é tão ampla que até mesmo o Championship, equivalente à segunda divisão do país, aparece entre as ligas com maior número de representantes na competição.

Enquanto isso, a Liga Saudita segue consolidando seu crescimento internacional. Após os investimentos realizados nos últimos anos, a competição enviará dezenas de jogadores ao Mundial, embora boa parte deles faça parte da própria seleção da Arábia Saudita.

Experiência argentina contrasta com renovação de outras seleções

Entre os participantes, poucas equipes chegam tão experientes quanto a Argentina. Atual campeã mundial, a seleção sul-americana aposta novamente na base que conquistou o título no Catar e deve disputar aquela que pode ser a última Copa do Mundo de diversos nomes históricos do elenco.

O torneio também pode marcar uma despedida de peso para Lionel Messi. Aos 38 anos, o craque segue como referência técnica da equipe comandada por Lionel Scaloni e integra o grupo de atletas mais experientes da competição.

No extremo oposto aparece a Costa do Marfim, dona do elenco mais jovem entre os classificados. A equipe africana aposta em uma nova geração de talentos e apresenta uma das menores médias de idade do Mundial.

Seleções apontadas como favoritas ao título, como Espanha, França e Inglaterra, também chegam com grupos marcados pela juventude e pelo processo de renovação.

Messi, Cristiano e Modric seguem desafiando o tempo

A Copa de 2026 também servirá como palco para alguns dos maiores nomes da história do futebol internacional.

Cristiano Ronaldo chega ao torneio próximo de ampliar ainda mais seu recorde de partidas por Portugal e segue acumulando marcas inéditas no cenário mundial. Ao lado dele, Messi e Luka Modric continuam escrevendo capítulos impressionantes de suas carreiras mesmo próximos dos 40 anos.

A expectativa é que os três ultrapassem ou se aproximem da marca simbólica de 200 jogos por suas respectivas seleções, feito alcançado por pouquíssimos atletas ao longo da história.

Jovens talentos querem roubar a cena

Se os veteranos atraem os holofotes pela trajetória construída, a Copa também costuma servir como vitrine para futuras estrelas.

Entre os nomes que chegam cercados de expectativa está o mexicano Gilberto Mora. Com apenas 17 anos, o meia é o jogador mais jovem da competição e já desperta atenção pelo desempenho apresentado antes mesmo de estrear em um Mundial.

Outros jovens talentos espalhados pelas seleções participantes também enxergam o torneio como uma oportunidade de ganhar projeção internacional e despertar o interesse dos principais clubes do planeta.

Haaland lidera ranking de eficiência ofensiva

Entre os atacantes presentes na competição, poucos chegam com números tão impressionantes quanto Erling Haaland.

O centroavante da Noruega acumula uma média de gols pela seleção superior à da maioria dos grandes artilheiros da história do futebol internacional.

Caso consiga repetir esse desempenho durante a Copa do Mundo, poderá transformar os noruegueses em uma das equipes mais perigosas da competição.

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