Copa do Mundo: torneio que existe há 96 anos tem números incríveis (Imagem gerada por IA)
Colaboradora
Publicado em 30 de maio de 2026 às 05h09.
A Copa do Mundo sempre foi feita de histórias, heróis e viradas improváveis. Mas, por trás dos momentos que marcaram gerações, existe também um universo de números que ajuda a dimensionar a grandiosidade do torneio mais importante do futebol.
Às vésperas da Copa de 2026, que será a maior da história, alguns recordes seguem praticamente intocáveis, enquanto outros podem finalmente cair.
A próxima edição do Mundial já nasce cercada por números inéditos. Pela primeira vez, serão 48 seleções, contra 32 nas edições anteriores.
O torneio terá 104 partidas, 40 a mais que em 2022, distribuídas ao longo de 37 dias entre Estados Unidos, México e Canadá.
Além destes números, apresentamos outros recordes que marcaram os 96 anos de história do Mundial.
Mas nenhum dado talvez represente melhor o peso histórico da Copa do que o público do Maracanazo.
Na final decisiva de 1950, entre Brasil e Uruguai, o Maracanã recebeu oficialmente 173.850 torcedores, número que segue entre os maiores já registrados em um jogo de futebol.
A festa brasileira terminou em trauma, com a virada uruguaia por 2 a 1 em pleno Rio de Janeiro.
Quando o assunto é longevidade, poucos chegam perto de Lionel Messi. Campeão com a Argentina em 2022, o camisa 10 se tornou o jogador com mais partidas disputadas em Copas do Mundo: 26.
E o recorde pode aumentar em 2026, quando o argentino pode alcançar um feito inédito: disputar sua sexta edição do torneio.
O alemão Miroslav Klose soma 16 gols em Copas, marca construída ao longo de cinco participações. O recorde, no entanto, está sob ameaça.
Messi aparece próximo, enquanto Kylian Mbappé surge como outro candidato forte a entrar de vez na disputa.
Com apenas 17 anos e 239 dias, o brasileiro marcou contra o País de Gales na Copa de 1958 e se tornou o artilheiro mais jovem da história dos Mundiais. Não parou por aí: Pelé segue como o único jogador dono de três títulos mundiais.
O goleiro egípcio Essam El Hadary virou recordista ao entrar em campo na Copa de 2018 com 45 anos e 161 dias, tornando-se o atleta mais velho a disputar uma partida do torneio.
Nos bancos de reserva, um feito permanece isolado há quase um século. O italiano Vittorio Pozzo segue como o único treinador a conquistar duas Copas do Mundo, campeão em 1934 e 1938.
A semifinal entre Brasil e Alemanha, em 2014, produziu um dos placares mais chocantes já vistos no futebol mundial.
O 7 a 1 alemão se tornou a maior derrota da história da seleção brasileira e a maior diferença de gols em uma semifinal de Copa.
Já em 2022, outro número chamou atenção por um motivo diferente: os 27 minutos de acréscimos em Inglaterra x Irã transformaram a partida no jogo de fase de grupos mais longo da história dos Mundiais.
Em 1938, por exemplo, o torneio teve apenas 15 seleções, única vez em que o Mundial foi disputado com um número ímpar de participantes.
A Áustria deixou a competição após a anexação pelo regime nazista, e a Suécia avançou automaticamente de fase.
Há ainda números que ajudam a explicar a evolução do próprio futebol mundial. Entre 1930 e 1978, a Copa contou majoritariamente com 16 seleções. Depois, passou a 24 participantes, chegou a 32 em 1998 e agora alcança 48 equipes.
A expansão aumenta as chances de novas histórias, novas zebras e novos recordes.