João Fonseca pede mais limite e respeito à torcida brasileira após derrota em Roma (Julian Finney/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 10 de maio de 2026 às 12h07.
Última atualização em 10 de maio de 2026 às 12h16.
João Fonseca avaliou como decisivos os erros em momentos-chave da derrota para Hamad Medjedovic na estreia do Masters 1000 de Roma. O brasileiro perdeu de virada por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 3/6 e 6/7, e afirmou que desperdiçou oportunidades importantes para fechar a partida ainda no segundo set.
"É um 'se' que não existe, mas se eu pegasse um dos break points que tive no segundo set, poderia ter terminado a partida nesses dois sets", afirmou o brasileiro em entrevista à ESPN.
Fonseca reconheceu a qualidade do adversário e disse que o sérvio conseguiu elevar o nível do jogo nos momentos decisivos.
"Ele conseguiu jogar bem, colocou pressão e fez o set. No terceiro eu fiquei me remoendo, mas são coisas da partida", declarou.
O tenista também admitiu frustração pelas oportunidades desperdiçadas.
"Obviamente me perguntam se eu estou frustrado, e é pelas oportunidades, que cada vez aparecem menos, mas já identifiquei esse ponto e estou me esforçando para melhorar".
Durante a partida, Fonseca demonstrou irritação com decisões da arbitragem e chegou a discutir com o árbitro de cadeira. Após o confronto, afirmou que o juiz perdeu o controle da partida em momentos importantes.
"Acho que o árbitro perdeu o controle da partida. Não tenho nada contra ele, acho uma ótima pessoa, fala português, mas acabou perdendo o controle", disse.
Segundo o brasileiro, a tensão aumentou especialmente no terceiro set, quando o jogo estava empatado em 5 a 5.
"Falei que eu nunca reclamei, mas acho que ele estava tomando uma decisão errada. Foi uma análise minha, mas são coisas que ficam quentes durante a partida".
Apesar do desentendimento, Fonseca afirmou que a situação foi resolvida após o jogo.
O brasileiro também comentou a atuação da torcida em Roma, que chegou a ser alvo de reclamações do adversário durante o jogo.
"A torcida foi um ponto dentro da partida, muitas paradas, não posso dizer que isso foi a culpa da derrota, mas isso importa. A torcida brasileira pensa que é um jogo de futebol, mas não é. Adoro a torcida, mas tem que ter um pouco de limite e respeito", afirmou.
O tenista afirmou que não se incomoda com gritos de incentivo, mas explicou que algumas manifestações acabaram interferindo em sua concentração durante o saque.
"Não atrapalha só o adversário, mas me atrapalha também. Eu não me importo deles ficarem falando quando vou sacar, me concentro bem, mas quando o adversário fica xingando, não sei exatamente o que ele estava falando, se estava falando alto com alguém, enquanto eu estou sacando, isso me atrapalhou, e eu acho que deveria ter o primeiro saque".
Após a eliminação em Roma, Fonseca afirmou que ainda discutirá com sua equipe o calendário antes de Roland Garros, próximo Grand Slam da temporada, que começa no dia 18 de maio.
O brasileiro reforçou que pretende manter seu estilo agressivo em quadra.
"Meu jogo é ser agressivo, dar o winner, ir para a rede, comandar os pontos. [...] Sobre o próximo torneio, estamos em Hamburgo, vendo as possibilidades, pensando com a minha equipe, ainda não sentei com eles, mas estamos pensando".
Sobre Roland Garros, afirmou que a principal preocupação não é o chaveamento, mas a preparação física e mental.
"Nunca me importei muito no ranking ou se vou pegar o cabeça 1 ou 2. Sempre me importei como estou fisicamente e mentalmente".