(Mauro Horita/Getty Images)
Repórter
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 16h23.
O clube Corinthians interrompeu o pagamento da terceira parcela trimestral da dívida da Neo Química Arena, vencida em setembro e estimada em R$ 28 milhões, com aval do banco estatal Caixa Econômica Federal. O débito do estádio soma cerca de R$ 630 milhões. O clube propõe ceder os naming rights à Caixa e negocia ativos comerciais para quitar a dívida.
A diretoria do Corinthians interrompeu o pagamento da terceira parcela trimestral da dívida da Neo Química Arena enquanto avança nas negociações com a Caixa Econômica Federal para buscar uma solução definitiva para o débito do estádio. A prestação, vencida em setembro, tinha valor aproximado de R$ 28 milhões.
Segundo informações do GE, a decisão contou com o aval da própria Caixa. Neste ano, o Corinthians já havia desembolsado cerca de R$ 56 milhões referentes às duas primeiras parcelas do acordo. Internamente, a liberação para adiar o terceiro pagamento é vista como um sinal positivo para o andamento das conversas entre as partes.
Atualmente estimada em cerca de R$ 630 milhões, a dívida da arena está no centro das discussões entre Corinthians e Caixa. A principal proposta apresentada pelo clube prevê a utilização dos naming rights do estádio como parte da compensação financeira ao banco estatal.
Pelo plano em estudo, a Caixa assumiria os direitos de nome da arena, atualmente vinculados à Hypera Pharma. A diretoria corintiana avalia que esses direitos hoje possuem valor de mercado próximo de R$ 70 milhões por temporada, cifra bastante superior aos cerca de R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, pagos pela farmacêutica desde a assinatura do contrato em 2020.
As negociações também incluem outros ativos comerciais. Entre as possibilidades discutidas, segundo o GE, estão o lançamento de títulos de capitalização, a transferência da operação financeira do clube para a Caixa, incluindo contas bancárias e folha salarial, além da criação de produtos vinculados ao programa Fiel Torcedor.
Durante reunião realizada na semana passada, em Brasília, dirigentes alvinegros também solicitaram a liberação de R$ 27 milhões que permanecem em uma conta reserva prevista no contrato de renegociação firmado em 2022.
A quitação do financiamento se tornou uma das principais bandeiras do presidente Augusto Melo, que frequentemente aponta a resolução do tema como prioridade de sua administração.
O assunto ganhou contornos políticos às vésperas das eleições do Corinthians, marcadas para 28 de novembro, quando serão escolhidos o presidente e os integrantes do Conselho Deliberativo.
Caso o acordo seja concretizado, o Corinthians pretende oferecer à Hypera Pharma direitos comerciais sobre outras estruturas do clube, como o CT Joaquim Grava, evitando custos relacionados à rescisão antecipada do atual contrato de naming rights da arena, de acordo com o GE.
Desde a inauguração da Neo Química Arena, em 2014, o Corinthians já desembolsou aproximadamente R$ 600 milhões para honrar o financiamento da construção do estádio.
O modelo atual de pagamento foi definido na renegociação conduzida durante a gestão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves. O acordo estabelece prazo até dezembro de 2041 para a quitação total do débito, com parcelas de amortização progressivamente maiores a partir de 2025. Os juros vêm sendo pagos desde 2023, com taxa de 2% ao ano acrescida da variação do CDI.
Na prática, o clube destinou os pagamentos de 2023 e 2024 apenas aos juros da operação e passou a reduzir efetivamente o saldo devedor a partir deste ano.
O Corinthians adiou a parcela de cerca de R$ 28 milhões enquanto negocia uma solução definitiva para a dívida do estádio. Segundo o GE, a decisão teve o aval da Caixa Econômica Federal.
A dívida da Neo Química Arena está estimada em cerca de R$ 630 milhões. O acordo atual prevê a quitação total até dezembro de 2041.
O Corinthians propõe transferir à Caixa os direitos de nome da arena, hoje vinculados à farmacêutica Hypera Pharma. A diretoria avalia os naming rights em aproximadamente R$ 70 milhões por temporada, ante os cerca de R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, pagos pela Hypera desde 2020.
Segundo o GE, as conversas incluem títulos de capitalização, a transferência de contas bancárias e da folha salarial do Corinthians para a Caixa e produtos vinculados ao programa Fiel Torcedor.
O Corinthians solicitou a liberação de R$ 27 milhões mantidos em uma conta reserva prevista no contrato de renegociação firmado em 2022. O pedido foi apresentado por dirigentes do clube em reunião com a Caixa, em Brasília.
Desde a inauguração do estádio, em 2014, o Corinthians desembolsou aproximadamente R$ 600 milhões pelo financiamento. Em 2023 e 2024, os pagamentos cobriram apenas os juros, e a redução efetiva do saldo devedor começou neste ano.