Neymar Jr: atacante do Santos foi convocado para a Copa do Mundo 2026 (Robin Alam/Icon Sportswire via Getty Images)
Repórter
Publicado em 25 de maio de 2026 às 13h23.
A convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 foi interpretada pelo jornal britânico The Guardian como um indicativo de que o Brasil ainda tenta encontrar “seu próprio Messi”.
A publicação relaciona a decisão de Carlo Ancelotti à tentativa de repetir a trajetória de Lionel Messi até o título mundial da Argentina, em 2022.
Em artigo assinado por Jonathan Wilson, o periódico afirma que Neymar passou grande parte da carreira cercado pela expectativa de ocupar o posto de principal referência técnica do futebol brasileiro, em comparação constante com o argentino. O texto aponta que essa pressão teria criado uma “cultura de dependência” em torno do atacante e afetado a construção coletiva da seleção.
Convocação da Seleção: veja a lista final de Ancelotti para a CopaA análise também compara os momentos de carreira dos dois jogadores. Messi chegou à Copa do Catar, em 2022, aos 35 anos, após conquistar a Copa América e com uma equipe considerada consolidada. Neymar, atualmente com 34 anos, retorna à seleção depois de um período marcado por lesões e sequência reduzida de partidas.
"Um país inteiro havia perdido a cabeça, transformado Neymar em um jogador que ele simplesmente não era, e isso não foi bom nem para ele, nem para eles", afirma o texto.
O The Guardian também descreve a presença de Neymar na lista de convocados como um "ato de fé" de Ancelotti. Segundo a publicação, o treinador italiano teria cedido a "exigências políticas" relacionadas ao retorno do camisa 10, sustentando ainda que "nada na forma de Neymar justifica sua convocação".
A convocação do atacante provocou repercussão fora do Brasil e ampliou o debate sobre o papel do jogador na seleção brasileira para o próximo ciclo mundial. Veículos da imprensa espanhola relataram que Ancelotti estabeleceu condições para o retorno do atleta, incluindo menor atividade nas redes sociais e ausência de vaga garantida entre os titulares.
Maior artilheiro da história da seleção brasileira, segundo os critérios da Fifa, Neymar disputará sua quarta edição de Copa do Mundo. O atacante busca o primeiro título mundial da carreira após eliminações nas quartas de final nas edições de 2014, 2018 e 2022.
Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio);
Danilo (Flamengo), Wesley (Roma), Alex Sandro (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal), Bremer (Juventus), Ibañez (Al-Ahli), Leo Pereira (Flamengo);
Casemiro (Manchester United), Bruno Guimarães (Newcastle), Fabinho (Al-Ittihad), Lucas Paquetá (Flamengo), Danilo Santos (Botafogo);
Vini Jr. (Real Madrid), Raphinha (Barcelona), Gabriel Martinelli (Arsenal), Luiz Henrique (Zenit), Igor Thiago (Brentford), Endrick (Real Madrid), Matheus Cunha (Manchester United), Rayan (Bournemouth) e Neymar (Santos)