Manchester United: gigante inglês é um dos times mais ricos do mundo (Shaun Brooks - CameraSport via Getty Images)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 8 de junho de 2026 às 06h50.
Última atualização em 9 de junho de 2026 às 20h02.
O futebol nunca movimentou tanto dinheiro. De acordo com o ranking anual da Forbes de 2026, publicado no final de maio, os 30 clubes mais valiosos do mundo somam juntos US$ 87 bilhões, com valor médio de US$ 2,9 bilhões por equipe, alta de 21% em relação ao recorde do ano anterior.
No topo da lista, Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Liverpool e Paris Saint-Germain lideram não apenas em títulos, mas em receitas bilionárias vindas de três frentes: bilheteria, direitos de transmissão e contratos comerciais.
Entenda como cada um desses gigantes transforma futebol em negócio.
O Paris Saint-Germain inicia o top 5 com valor de US$ 5,8 bilhões e receita de US$ 912 milhões, a maior entre os cinco primeiros em termos absolutos, embora o lucro operacional do clube seja o menor do grupo, em US$ 79 milhões.
O clube é controlado pelo Qatar Sports Investments e é um dos mais jovens entre as grandes potências europeias - foi fundado em 1970.
A principal fonte de valor do PSG é comercial, com US$ 1,9 bilhão em patrocínios e operações de marca, alavancados pela influência global da cultura e da moda parisiense.
Os direitos de transmissão somam US$ 1,8 bilhão na avaliação, e bilheterias de jogo contribuem com US$ 1,1 bilhão. O título da Champions League em 2025 reforçou o posicionamento do clube no cenário europeu e deve ampliar suas receitas nas próximas temporadas, sobretudo após o bicampeonato na Liga dos Campeões.
O Liverpool é o quarto mais valioso, com US$ 6,2 bilhões e receita de US$ 911 milhões. Diferentemente de outros times europeus, o clube inglês tem nos direitos de transmissão sua principal fonte de valor, com US$ 2,1 bilhões na composição da avaliação, a maior proporção entre os cinco primeiros do ranking.
As receitas comerciais somam US$ 2 bilhões, sustentadas por uma forte presença global de marca e participações regulares na Champions League. As bilheterias contribuem com US$ 1 bilhão, impulsionadas pela atmosfera do Anfield, estádio do clube.
O Liverpool, no entanto, enfrenta pressão de torcedores quanto aos preços dos ingressos. Cobrando uma média de US$ 99 por jogo, acima da maioria dos rivais europeus, o clube recuou em planos de reajuste após protestos da torcida.
O Manchester United ocupa o terceiro lugar, com valor de US$ 7,2 bilhões e receita de US$ 865 milhões. O clube inglês é um caso emblemático de como uma marca global pode sustentar uma avaliação bilionária mesmo em períodos de resultados irregulares dentro de campo.
A principal fonte de receita do United é comercial, US$ 2,7 bilhões na composição do valor vêm de patrocínios, merchandising e operações de marca, reflexo de uma torcida espalhada pelo mundo.
Os direitos de transmissão somam US$ 1,7 bilhão, e as bilheterias contribuem com US$ 1,6 bilhão, número sustentado pelo apelo histórico do Old Trafford, casa do clube há mais de 100 anos e conhecido como "O Teatro dos Sonhos". O United foi o primeiro time esportivo do mundo a ser avaliado em pelo menos US$ 2 bilhões.
O Barcelona aparece em segundo lugar, avaliado em US$ 7,5 bilhões, com receita de US$ 1,06 bilhão na última temporada, tornando-se o único outro clube do mundo a ter superado a marca de US$ 1 bilhão em faturamento anual, ao lado de seu rival madrilenho.
A principal fonte de valor do Barça também é comercial, US$ 3 bilhões em patrocínios e operações de marca, incluindo o acordo de naming rights com o Spotify, que rebatizou o Camp Nou.
Os direitos de transmissão somam US$ 1,6 bilhão na avaliação, e as bilheterias contribuem com US$ 1,4 bilhão. A reforma do estádio, que ampliará a capacidade para cerca de 105 mil lugares, a maior da Europa, deve elevar ainda mais esses números nos próximos anos.
O Real Madrid é avaliado em US$ 9,5 bilhões e lidera o ranking pelo quinto ano consecutivo.
Na temporada 2024-25, o clube espanhol registrou uma receita de US$ 1,27 bilhão, o maior faturamento já registrado por qualquer time esportivo em toda a história levantada pela Forbes, superando até os US$ 1,23 bilhão do Dallas Cowboys, da NFL.
A maior fatia do valor do clube vem das receitas comerciais. Patrocínios, licenciamento e operações diversas respondem por US$ 3,6 bilhões na composição da avaliação. Os direitos de transmissão contribuem com US$ 2,4 bilhões, e as bilheterias com US$ 1,7 bilhão.
Esse último número foi impulsionado pela reforma do Estádio Santiago Bernabéu, que ganhou um sistema subterrâneo para recolher o gramado e receber shows e eventos, transformando o estádio em uma arena de uso múltiplo e fonte de renda permanente, mesmo fora das datas de partida.