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Como o FFU, antiga Liga Forte União, promete se consolidar com os clubes brasileiros

No ano passado, a então LFU informou que houve um incremento aos clubes de R$ 460 milhões

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 14h00.

Última atualização em 23 de janeiro de 2026 às 16h20.

Muitas marcas passam por rebranding. Esse reposicionamento estratégico também acontece no futebol. Times mudam algumas vezes de escudos ou até mesmo adotam outras cores em uniformes alternativos.

Quem negocia os direitos de transmissão do futebol, um mercado cada vez mais bilionário, também passa por isso.

A Liga Forte União agora é FFU – Futebol Forte União. A mudança, segundo a entidade, quer consolidar um "posicionamento alinhado a uma fase de maior maturidade e foco na geração de valor coletivo".

Na temporada de 2024, somando as receitas de imagem de todas as competições de todos os clubes que disputaram o Brasileirão Série A, R$ 3,34 bilhões foram gerados, contra R$ 3,28 bi de 2023, segundo a Galapagos Capital.

“Entendemos essa nova etapa como uma evolução natural do projeto. Entramos em uma fase de maior maturidade institucional, com governança mais robusta e uma atuação estratégica voltada à geração de valor de longo prazo para os clubes", falou à EXAME Marcelo Paz, Presidente da FFU.

Acordo milionário com clubes

No ano passado, a então LFU informou que, somente no processo de comercialização dos direitos de TV, houve um incremento aos clubes de R$ 460 milhões em relação a 2024. Além do crescimento absoluto, houve um aumento de 55% por clube na receita média de direitos de TV.

“Os resultados apresentados mostram uma transformação concreta. Avançamos em equilíbrio, com uma distribuição mais justa e sustentável alinhado às melhores práticas do futebol mundial", afirmou Paz.

Os times do FFU na Série A hoje são Corinthians, Internacional, Cruzeiro, Fluminense, Vasco, Botafogo, Mirassol, Athlético-PR, Coritiba e Chapecoense. Nas divisões inferiores, o bloco conta com América-MG, Atlético-GO, Cuiabá, Criciúma, Avaí, CRB, Goias, Vila Nova, Londrina, Sport, Fortaleza, Ceará, Juventude, Tombense, Figueirense, CSA, Amazonas, Operário, Athletic, Ituano, Novorizontino, Ponte Preta e Botafogo-SP.

Futebol Forte União promete intensificar a parceria com os times (Divulgação)

“A FFU se posiciona como uma plataforma estratégica para organizar interesses, ganhar escala e ampliar oportunidades comerciais de forma coletiva, em linha com a transformação do futebol em um ativo cada vez mais relevante do ponto de vista econômico",disse Paz à EXAME.

Diferenças entre os clubes

Dados obtidos pela EXAME mostram que o acordo da então LFU fez com que:

•⁠ ⁠Todos os clubes integrantes tiveram incremento de receita
•⁠ ⁠10 dos 11 clubes faturaram R$ 100 milhões ou mais
•⁠ ⁠5 dos 11 clubes faturaram R$ 150 milhões ou mais
•⁠ ⁠a diferença entre o clube que mais ganhou (Corinthians) e o que menos ganhou (Sport) foi de 1,97. Em 2024 de 6,25x.  Na Premier League, esse número ficou em é 1,7x.

“A FFU nasce como consequência do que foi construído até aqui. Entramos em um novo momento, de maior maturidade, com foco em fortalecer os ativos dos clubes, ampliar nossa atuação estratégica e consolidar um modelo baseado em união, governança e visão de futuro”, disse Marcelo Paz.

Contratos de transmissão do Brasileirão com Record e CazéTV até 2029

A Liga Forte União (LFU) anunciou a extensão dos contratos de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro com a Record e a CazéTV. Inicialmente válidos até 2027, os acordos agora se estendem até 2029. A projeção financeira aponta que o bloco poderá arrecadar R$ 2,2 bilhões em 2029, valor que será distribuído entre os clubes participantes.

O montante inclui também os contratos já vigentes com Amazon e Grupo Globo, que possuem validade de cinco anos. A nova estimativa representa o dobro da receita obtida com direitos de transmissão em 2024, quando os clubes da LFU dividiram R$ 1,1 bilhão.

Corinthians é o principal beneficiado

O Corinthians desponta como o principal beneficiado do novo acordo. O clube paulista deve receber R$ 300 milhões em 2029, superando os R$ 225 milhões recebidos em 2024 e os R$ 250 milhões que foram previstos para 2025. Em julho, o Conselho de Orientação (CORI) do Corinthians aprovou a antecipação de R$ 57 milhões junto à LFU para aliviar a crise financeira enfrentada pela equipe.

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