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Como a Fórmula 1 acelera para ser net zero em 2030

Um dos passos mais significativos foi o anúncio, neste mês, do uso de combustível 100% sustentável na categoria em 2025
Fórmula 1: carros passarão a correr com o combustível E10, com 10% de etanol misturados ao combustível fóssil (Reuters/Gonzalo Fuentes/Foto de Arquivo)
Fórmula 1: carros passarão a correr com o combustível E10, com 10% de etanol misturados ao combustível fóssil (Reuters/Gonzalo Fuentes/Foto de Arquivo)
Por RedaçãoPublicado em 25/10/2021 15:28 | Última atualização em 25/10/2021 15:39Tempo de Leitura: 6 min de leitura

Na próxima temporada, os fãs de Fórmula 1 vão acompanhar um passo importante na história da modalidade. Os carros passarão a correr com o combustível E10, com 10% de etanol misturados ao combustível fóssil. Um aumento considerável na proporção de biocomponentes, hoje de 5,76%. 

A mudança, anunciada no começo deste mês, vai ajudar em uma conquista bem maior: a transição para um combustível totalmente ecológico em 2025, uma das prioridades da ambiciosa estratégia de sustentabilidade que vem sendo colocada em prática na categoria. 

O objetivo da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), alinhado com o Acordo de Paris, é tornar a F1 neutra em carbono já até o fim deste ano e zerar as emissões líquidas até 2030. Uma missão e tanto, dada a natureza do esporte.

O tamanho do desafio 

Segundo uma auditoria da FIA, para uma temporada inteira de corridas são emitidas cerca de 256.000 toneladas de dióxido de carbono. O principal problema não são os carros, que respondem por apenas 0,7% desse total (somando as dez equipes, em 21 Grands Prix, desde os testes de temporada). 

O que mais pesa é a logística de transporte internacional de equipamentos e equipes, por vias marítimas, rodoviárias e aéreas: 45% das emissões de CO2. As viagens de negócios representam 27,7%, as fábricas e instalações que atendem ao esporte contribuem com 19,3% e as operações do evento, outros 7,3%.

Combustível verde

Para alterar esses números, um dos passos mais significativos é, sem dúvida, a transição para um novo combustível. O departamento técnico da FIA vem trabalhando duro nessa questão. O E10 é uma "etapa provisória", nas palavras do diretor técnico da Fórmula 1, Pat Symonds. A intenção é desenvolver e produzir um combustível 100% sustentável. 

Ele está sendo criado em laboratório, utilizando componentes vindos de um esquema de sequestro de carbono, como lixo municipal ou biomassa não alimentar (de materiais que não servem para consumo humano), e sem que haja modificação no motor.

A expectativa é que a nova geração de combustíveis reduza as emissões de gases de efeito de estufa pelo menos 65%. O que não vai mudar, segundo o comunicado deste mês, é a performance dos carros, que serão tão velozes como hoje. 

Fórmula 1: Verstappen cruza a linha de chegada

FIA: intenção de diminuir a pegada de carbono das corridas e do setor de transporte como um todo (Christian Bruna/Pool/Reuters)

Das pistas para as ruas

Os planos da FIA, no entanto, não se restringem a diminuir a pegada de carbono das corridas. A entidade quer encabeçar o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis no mundo para colaborar com a redução das emissões do setor de transporte como um todo. 

“A FIA assume a responsabilidade de liderar o esporte motorizado e a mobilidade em um futuro de baixo carbono, para reduzir os impactos ambientais de nossas atividades e contribuir para um planeta mais verde”, disse Jean Todt, presidente da FIA. “Com o apoio das principais empresas de energia do mundo, podemos combinar o melhor desempenho tecnológico e ambiental”.

Da aerodinâmica inovadora a novos projetos de freio, a categoria foi pioneira em diversos avanços que beneficiaram os veículos comerciais, inclusive os componentes de economia de combustível que são a base dos motores híbridos modernos. E pretende usar esse impulso pela inovação para desempenhar o papel de liderança nas questões climáticas.

“Acreditamos que a F1 pode continuar a ser pioneira na indústria automobilística, trabalhando com os setores automotivo e de energia para oferecer a primeira unidade de energia de carbono líquido zero, reduzindo as emissões de carbono em todo o globo”, comentou Chase Carey, CEO da Formula 1.

Um espetáculo sustentável

Como parte do planejamento para se tornar net zero, outras iniciativas também estão em andamento. Uma importante frente de trabalho da FIA com equipes, promotores e parceiros é para qualificar a F1 como um evento sustentável até 2025.

Para isso, a categoria traçou algumas metas, como:

  • uso de materiais sustentáveis, com todos os resíduos reutilizados, reciclados ou compostados;
  • incentivos e ferramentas para o público chegar à corrida por meios de transporte de baixo carbono;
  • circuitos e instalações mais amigáveis à natureza e ao bem-estar dos fãs; 
  • compensação total das emissões inevitáveis de CO2 por meio de programas confiáveis;
  • maximização da logística e eficiência das viagens;
  • transição para 100% de eletricidade renovável em todas as instalações da F1.

Na prática

As ações nesse sentido estão sendo colocadas em prática desde a última temporada. Em 2020, quando o mundo parou para lidar com a pandemia, por exemplo, a F1 aproveitou a oportunidade para apressar o seu avançado programa de operações remotas.

O sistema não só levou as corridas para espectadores no mundo todo (que foram 87,4 milhões ao longo da temporada), mas também trouxe resultados expressivos.

Parte fundamental da estratégia de sustentabilidade – pois tem impacto na maior fatia da pegada de carbono da modalidade –, o programa permitiu que o frete em viagens fosse 34% menor e o pessoal em viagem caísse 37%. Com isso, foram eliminadas cerca de 70 toneladas de carga transportada para cada corrida.

Lewis Hamilton comemora vitória da Fórmula 1, dia 23/6/2019

Grandes Prêmios: em vez de água mineral de garrafas plásticas, os funcionários usam garrafas reutilizáveis (Vincent Kessler/Reuters)

Outra novidade, desde março deste ano, na pré-temporada do Bahrein, foi a eliminação das garrafas plásticas descartáveis entre o pessoal nas pistas. 

Agora, nos Grandes Prêmios, em vez de água mineral de garrafas plásticas, os funcionários usam garrafas reutilizáveis, que podem ser abastecidas em pontos ao redor do paddock. E quem precisa trabalhar distante, como operadores de câmera, recebe bolsas com água suficiente para o dia.

As credenciais para equipes, funcionários, mídia, convidados e fãs também passaram a ser feitas de plástico reciclado a partir do reaproveitamento de 143.275 garrafas.

No GP de Silverstone, em julho, mais mudanças na transmissão puderam ser vistas. Entre elas, a substituição de mais de 7.500 litros de diesel tradicional por biocombustível nos geradores, estúdios com iluminação de baixo consumo, 70% da frota com veículos híbridos para equipes que viajam para a corrida e instalações remotas com suprimento de energia renovável.

Outras novidades estão por vir ao longo desta década e, segundo Felipe Calderon, Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIA, a entidade espera que a F1 seja referência e inspiração para o esporte como um todo. 

“Além de se envolver em um amplo esforço organizacional para medir, reduzir, compensar e remover as emissões que resultam de suas próprias atividades, a FIA também assumirá um papel de liderança, entre outros esportes e federações, na promoção de uma ação climática global”.