(Dan Mullan / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP))
Repórter
Publicado em 19 de junho de 2026 às 23h31.
Última atualização em 20 de junho de 2026 às 09h21.
Depois de uma estreia tensa, deixando a desejar e com muitas dúvidas contra Marrocos, a Seleção Brasileira fez o que se esperava dela contra o Haiti, adversário mais fraco do grupo C da Copa do Mundo: se impôs.
A vitória por 3 a 0 deixou a Seleção na liderança do grupo, que ainda conta com Escócia e Marrocos. Os africanos venceram os europeus por 1 a 0 nesta sexta-feira, 19.
O Brasil construiu sua vantagem na primeira etapa. Mas isso veio com mudanças.
Carlo Ancelotti entrou com uma formação diferente. Começaram como titulares o lateral Danilo, no lugar de Ibañez, e Matheus Cunha, na vaga de Igor Thiago. E deu certo. Cunha marcou dois gols — foi o segundo paraibano na história a marcar em Copas do Mundo, o primeiro foi Júnior "Capacete" em 1982.
Fã declarado de surfe, o camisa 9 do Brasil comemorou os dois gols imitando um surfista no mar.
Matheus Cunha: atacante brasileiro comemora gol do Brasil na partida contra o Haiti na última sexta-feira, 19 (Angela Weiss / AFP)
Vinicius Júnior, que novamente mostrou disposição e criatividade, marcou o outro da etapa inicial após aproveitar rebote do goleiro Placide.
Claramente foi um Brasil mais disposto, menos nervoso e que buscou a área adversária de forma mais intensa. A Seleção também contou com a fragilidade do Haiti, que, no começo de jogo, cometeu faltas duras.
Quem decepcionou novamente foi Raphinha. O gol que marcou foi invalidado por impedimento. Em outro lance, também em posição irregular, ele perdeu uma chance clara. O atacante acabou saindo no final do primeiro tempo lesionado.
A etapa final começou de forma mais branda. O Brasil teve outro espírito: de administrar o resultado.
Aos 12 minutos, Vini Jr. não alcançou cruzamento perigoso, na primeira boa chance do Brasil na segunda etapa.
O Haiti até que tentou algumas jogadas ofensivas, mas foram facilmente neutralizadas pela defesa brasileira, que pouco foi testada no duelo desta sexta. Aos 17 minutos, porém, em cobrança de escanteio, Ricardo Adé quase marcou de cabeça. Alisson fez boa defesa.
Ancelotti resolveu mexer na equipe. Entraram Endrick, ovacionado pela torcida e Gabriel Martinelli, nos lugares de Lucas Paquetá e Matheus Cunha.
Aos 22 minutos, na jogada mais bonita do Brasil no jogo, triangulação entre Bruno Guimarães, Vini e Martinelli terminou em uma finalização forte no travessão, mas o lance já havia sido anulado por impedimento.
Aos 30 minutos, em jogada iniciada por Endrick, Douglas Santos saiu livre pela esquerda e finalizou para fora, desperdiçando ótima oportunidade.
Dois minutos depois, Endrick anotou, mas novamente o gol foi invalidado por impedimento.
Ancelotti fez suas últimas alterações aos 35 minutos, com Ederson Silva e Danilo Santos nos lugares de Bruno Guimarães e Vini Jr.
O Brasil teve chance de marcar o quarto gol, mas Ederson acabou se enrolando com a bola e não conseguiu realizar finalizar.
Nos acréscimos, Alisson ainda precisou trabalhar: espalmou para escanteio um bom chute de Simon.
A Seleção Brasileira termina sua participação na fase de grupos da Copa do Mundo na próxima quarta-feira, 24, a partir das 19h, contra a Escócia.