Chefe do setor de ferrovias da França critica PSG por usar avião em voo de curta duração

Delegação do time viajou para Nantes, a 380 km da capital francesa, em jato particular
PSG: utilização de um avião fretado para retornar a Paris saindo de Nantes, foi motivos de críticas (Aurelien Meunier/Getty Images)
PSG: utilização de um avião fretado para retornar a Paris saindo de Nantes, foi motivos de críticas (Aurelien Meunier/Getty Images)
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Agência O GloboPublicado em 05/09/2022 às 16:20.

O Paris Saint-Germain visitou o Nantes no último sábado e venceu o jogo por 3 a 0, com dois gols de Mbappé e um de Nuno Mendes, em partida válida pela Ligue 1. Na volta para casa, no entanto, uma crítica ao clube, mas sem qualquer relação com o desempenho da equipe — líder da competição, com 16 pontos em seis rodadas.

A utilização de um avião fretado para retornar a Paris saindo de Nantes, trajeto com cerca de 380 km, foi duramente criticada por Alain Krakovitch, chefe do setor de trens de passageiros de alta velocidade (os TGV’s) da Société Nationale des Chemins de Fer (SNCF), empresa do setor ferroviário francês.

“Paris-Nantes em menos de 2 horas, PSG. [...] Renovo a nossa proposta de oferta adaptada às suas necessidades específicas, para os nossos interesses comuns: segurança, rapidez, serviços e eco mobilidade”, publicou Krakovitch em sua conta no Twitter.

Os voos do PSG são bancados pela principal patrocinadora do clube, a Qatar Airways. Após os jogos, por questões contratuais, publicações da delegação do clube viajando nas aeronaves da companhia são feitas nas redes sociais do time.

“De Paris a Nantes com Qatar Airways!”, publicou o perfil do PSG no Twitter, mostrando Mbappé e outros jogadores do time em um jato para Nantes, antes da partida contra o time da casa.

A defesa feita por Krakovitch está baseada na necessidade de se adequar à pegada de carbono, uma vez que estrelas do esporte estão sob crescente escrutínio sobre atitudes que prejudiquem o meio ambiente.

A controvérsia ocorre, também, em um contexto de clamor crescente na França feito por ecologistas sobre restrições às viagens de jatos particulares para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. O grupo Attac (Association pour la Taxation des Transactions pour l'Action Citoyenne , ONG que atua no financiamento de projetos ecológicos e sociais) criticou na sexta-feira o argentino Lionel Messi por usar viagens aéreas particulares.

— De junho a agosto, Messi fez 52 voos com seu jato particular, totalizando 1.502 toneladas de emissões de CO2. Isso é o que um único francês seria responsável em 150 anos — apontou a entidade.

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