Samir Xaud: novo presidente da CBF está reformulando a entidade (Yasuyoshi Chiba/Getty Images)
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Publicado em 29 de abril de 2026 às 09h48.
A CBF aumentou o valor investido na seleção brasileira em 2025, na comparação com 2024. A entidade investiu R$ 80 milhões a mais no último ano, em valores que incluem os salários de Carlo Ancelotti e sua comissão técnica, além da contratação de serviços ligados a canarinho.
De acordo com o balanço financeiro, divulgado pela entidade, a CBF destinou R$ 281 milhões para a seleção principal masculina. Em 2024, os gastos ficaram em R$ 201 milhões.
O maior aumento no item "serviços contratados", que foi de R$60,7 milhões em 2024 para R$154,4 milhões em 2025.
A contratação de Carlo Ancelotti como treinador da seleção masculina justificaria esse aumento. O técnico recebe um salário maior que o de seu antecessor, Dorival Júnior.
O italiano recebe mensalmente da CBF a quantia de R$ 5 milhões, referente ao seu salário para comandar a seleção brasileira.
"Os custos com seleções compreendem todos os dispêndios incorridos pela CBF para a operação, preparação e participação das equipes nacionais em competições oficiais e jogos de preparação realizados ao longo do exercício. Incluem remuneração e encargos da comissão técnica e das delegações, despesas de deslocamento (passagens aéreas e terrestres), hospedagem, alimentação, contratação de serviços especializados e demais itens necessários ao funcionamento das seleções", diz trecho da nota explicativa da CBF.
Embora o maior valor tenha sido destinado à seleção masculina, as inferiores também obtiveram aumento no investimento. As categorias de base, por exemplo, tiveram um salto de R$ 26,9 milhões para R$ 44,7 milhões.
Já na seleção feminina, houve uma redução de custos. Em 2024, foram investidos R$116,4 milhões, contra os R$94,2 milhões de 2025.
Ao todo, foram investidos R$ 420 milhões, somando as seleções masculinas e femininas em 2025, um aumento em comparação com 2024, que fechou em R$ 344,6 milhões.