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Carlo Ancelotti promete renovação na Seleção Brasileira para novo ciclo de Copa do Mundo

O treinador do Brasil falou sobre os planos para sequência de seu trabalho na Amarelinha e afirmou que promoverá mudanças em relação aos convocados

Carlo Ancelotti: segundo o treinador, novos nomes serão observados pela Seleção (Justin Setterfield/Getty Images/AFP)

Carlo Ancelotti: segundo o treinador, novos nomes serão observados pela Seleção (Justin Setterfield/Getty Images/AFP)

Alan Favaron
Alan Favaron

Colaborador

Publicado em 30 de julho de 2026 às 15h04.

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A eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo de 2026, para a Noruega nas oitavas de final, gerou críticas ao treinador Carlo Ancelotti. Quase um mês depois da campanha frustrante, o treinador italiano falou sobre o futuro da equipe e confirmou que iniciará um processo de renovação visando os próximos ciclos.

Em entrevista ao GE, Ancelotti afirmou que a Copa do Mundo marcou o encerramento de uma geração histórica da Seleção e destacou que os próximos amistosos serão importantes para observar novos jogadores.

"Acho que com essa Copa do Mundo termina uma geração de jogadores muito importantes. Começando por Neymar. Passando por Danilo, Casemiro, todos esses jogadores que na Copa do Mundo tinham mais de 30 anos", afirmou o comandante.

"Vamos mapear os novos jogadores que possam entrar, não digo na próxima Copa do Mundo de 2030, mas que possam já ser competitivos no primeiro objetivo, que é a Copa América de 2028", completou.

Apesar da intenção de promover uma renovação, Carlo Ancelotti deixou claro que a mudança não será completa. Segundo o treinador, alguns nomes experientes permanecerão para ajudar na transição da equipe.

"Não vou dizer que vou mudar todos os 26. Vamos manter alguns jogadores importantes, que podem seguir com a linha de trabalho, como o Marquinhos, para dizer um nome. Acho que é importante que fique para dar um sinal de continuidade ao trabalho. Mas a ideia é mudar, botar uma nova geração", afirmou o italiano.

O treinador também fez questão de destacar jovens que já fazem parte do grupo da Seleção e que devem ganhar ainda mais espaço nos próximos anos. "Há os jovens que já estiveram conosco: Estêvão, Rayan, Endrick, esses vão ser muito importantes. O Vitor Reis, por exemplo. Nomear jogadores é complicado, mas há jovens no Brasileirão, goleiros que estão jogando e mostrando qualidade para serem potencialmente da Seleção."

Estilo de jogo

Durante a entrevista, Ancelotti também comentou sobre o modelo de jogo da Seleção Brasileira e explicou que as características dos atletas influenciam diretamente na forma de atuar.

Na visão do treinador, o Brasil possui jogadores que atacam os espaços em velocidade, tornando um estilo mais vertical o caminho mais adequado. Como comparação, o técnico citou a atual campeã mundial, a Espanha, destacando diferenças entre os perfis dos jogadores das duas seleções.

O Brasil foi muito criticado na eliminação para a Noruega pela pouca posse de bola no confronto. A Seleção terminou o duelo com 34% da posse de bola.

"Eu acho que há jogos em que ter menos posse de bola não é tão determinante, porque depende das características dos jogadores. Quando um time tem na frente Vinicius Junior, Endrick e Estêvão, que atacam muito a profundidade, tem que fazer um jogo mais vertical do que os outros", começou o italiano

"Não é o caso da Espanha, que não tem jogadores dessa qualidade na frente. Tem um jogador, Lamine, que é muito bom no um contra um. Mas os outros são todos jogadores associativos", compeltou

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